Thierry Neuville venceu pela terceira vez este ano, um rali em que teve uma grande luta com Ott tanak até ao derradeiro dia de prova. Contudo, um erro do estónio quando era líder por apenas 1.8s levou-o ao abandono, facto que deixou o caminho aberto para novo triunfo de Thierry Neuville, que desta forma ganha sete pontos a Ogier, ficando desta forma ‘apenas’ a 11 pontos de distância quando já se passou da metade do campeonato.
Ott Tanak realizou, até ao acidente que sofreu e que o deixou fora de prova, uma grande prestação, mas mais uma vez comete um erro que lhe tirar um possível vitória. Já algo semelhante aconteceu em Portugal, onde levou uma grande ‘ensaboadela’ de Malcolm Wilson, estreou-se finalmente a vencer na Sardenha, mas a este nível e tal como disse no final do troço em que se despistou, se não andar depressa, não ganha ralis, e pelo andamento que demonstra, há que contar com ele para vencer mais provas este ano, e mesmo talvez, lutar pelo título, ainda que este abandono tenha sido um grande óbice nesse sentido.
Hayden Paddon obtém o segundo lugar na Polónia, o seu melhor resultado do ano até aqui, e o ‘Paddon’ do ano passado está a ressurgir, ainda lhe faltando limpar um pouco mais a cabeça. Tal como o próprio Michel Nandan em Portugal, o acidente do Rali de Monte Carlo ainda o afeta, e só o tempo irá curar essa ferida. Mas os bons resultados ajudam…
Sébastien Ogier minimiza as perdas com o terceiro lugar, mas desta feita, num rali em que a ordem na estrada na manhã do primeiro dia não era um óbice, pelo contrário, nunca foi capaz de mostrar um andamento que o destacasse dos demais, pelo contrário fez jogo igual, mas na parte da tarde as condições pioraram muito, e ser o primeiro passou a ser um óbice. Foi aí que começou a perder tempo. No segundo dia deu um toque no segundo troço e furou no seguinte, perdendo tempo que já nunca conseguiria recuperar em condições normais. Chegou ao terceiro lugar com sorte, mas em condições normais essa seria sempre a sua posição neste rali.
Como se esperava, o belga não correu riscos na PowerStage, e foi apenas quinto, somando um ponto extra: “Estou muito contente, estamos cada vez mais fortes e a reduzir a margem para o Ogier no campeonato”, disse no final, depois de passar a margem de 188 para 11 pontos face ao francês.
A M-Sport não teve muita sorte no último dia de prova já que depois do acidente e abandono de Tanak, também Teemu Suninen fez um pião no último troço, perdendo o quinto lugar para Stephane Lefebvre. Ambos realizaram um excelente rali, para o jovem, dificilmente poderia ser melhor a sua estreia com um WRC, em que até venceu uma especial. Mads Ostberg foi sétimo, na frente de Elfyn Evans enquanto Andreas Mikkelsen passou Juho Hanninen na Power Stage, terminando em nono, muito pouco para de quem tanto se esperava, ficando cada vez mais claro que o problema da Citroën não está nos pilotos mas sim no carro que guiam. Jari-Matti Latvala, que desistiu no sábado, regressou hoje para assegurar os cinco pontos da PowerStage, sendo ele agora, novamente, o terceiro no campeonato, já que passou Tanak. No WRC2, venceu o piloto privado da Skoda, Ole Christian Veiby, no que é o seu primeiro triunfo na categoria.
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