A Aston Martin começou a agitar o mercado há um ano, quando a meio da época 2022 anunciou a contratação de Fernando Alonso. Na altura todos pensaram que tinha sido uma decisão apenas motivada pelo dinheiro, dada a parca competitividade da equipa na última temporada de Sebastian Vettel. Chegou 2023 e a Aston Martin apresentou um carro competitivo desde início, com pódios nas cinco primeiras corridas do ano, com Fernando Alonso a tirar partido da nova máquina, que se destacava pela sua capacidade por gerir os pneus em corrida. Em qualificação, a Aston tinha dificuldade em aquecer os pneus, mas em compensação, essa caraterística permitira gerir melhor as borrachas que apresentavam um nível de degradação inferior à Mercedes e à Ferrari. Essa vantagem durou até o GP do Mónaco, quando as equipas começaram a introduzir melhorias. Equipas como a Mercedes e a McLaren começaram a mostrar muito mais potencial e mais performance, enquanto a Aston Martin deu um passo atrás, com as melhorias implementadas (uma nova teoria diz que a exigência da FIA a certas equipas para diminuir a flexibilidade das asas estará na base deste abaixamento de forma). A busca por mais apoio aerodinâmico nas novas atualizações tornou o carro muito mais complicado de afinar, com uma janela operacional mais curta, o que dificulta sempre a tarefa das equipas. Desde o GP da Áustria que as prestações da equipa caíram e apenas na Bélgica vimos um pouco mais da equipa. A Aston continua a trabalhar para melhorar o carro, mas é claro que a equipa já perdeu o ímpeto inicial. Tem ainda a luta pelo segundo lugar, mas vai começar a segunda parte da época com algum trabalho para recuperar o terreno perdido.
Posição – 3º
Vitórias – 0
Pódios – 6
Poles – 0
Pontos – 196










