Depois de um arranque fulgurante por parte da Aston Martin, que deu um salto qualitativo enorme e inesperado, a evolução da equipa sofreu um revés e depois de seis pódios em oito corridas, a performance da equipa baixou. A versão oficial é que as novas atualizações trouxeram novas caraterísticas ao carro que diminuíram a janela operacional do monolugar. Mas o verdadeiro motivo pode ser outro.
Segundo o autosport.com, a FIA esteve muito atenta às asas flexíveis nas primeiras corrida do ano. Este truque já é usado há algum tempo. As asas são sujeitas a testes em que é verificada a sua robustez. Há parâmetros mínimos a serem cumpridos, mas algumas equipas encontraram forma de ganhar vantagem, com as asas a dobrarem quando atingem uma certa carga. Isto pode ser usado para reduzir o arrasto (asas dobram de forma a reduzir o ângulo de ataque e, por consequência, o apoio aerodinâmico e respetivo arrasto) melhorando a velocidade de ponta. E a Aston Martin terá sido das equipas que mais usou esse truque a seu favor.
A FIA analisou algumas asas e terá pedido às equipas em que essas deformações foram mais visíveis para fazerem alterações. Segundo a publicação britânica, a FIA tomou medidas por altura do Grande Prémio do Azerbaijão e aconselhou informalmente várias equipas sobre o seu desejo de ver alterações para evitar quaisquer problemas potenciais nas corridas seguintes.
Desde a corrida de Espanha que a Aston Martin tem baixado de performance, precisamente quando introduziu as suas atualizações. A equipa já colocou de parte a teoria que foi a mudança de construção de pneus que afetou a performance, indo contra o que foi lançado para o ar por Fernando Alonso. Não se sabe se o pedido da FIA e o que aconteceu com a atualização da Aston está relacionada, mas pode haver aqui um fio condutor que deverá ser explorado e explicado.










