A McLaren colocou como prioridade absoluta a consolidação do seu programa Hypercar no Campeonato do Mundo de Resistência (WEC) antes de avançar para uma eventual entrada no IMSA WeatherTech SportsCar Championship. A posição foi reiterada por James Barclay, diretor-executivo da McLaren Endurance Racing, durante as 24 Horas de Daytona, onde a marca britânica está a acompanhar de perto a evolução do campeonato norte-americano.
A McLaren regressará à categoria principal do WEC já no próximo ano, sob a designação McLaren United AS, com um protótipo LMDh construído pela Dallara. Apesar do interesse em competir também na IMSA, a marca admite que esse passo não deverá acontecer antes de 2028, tal como sublinhou o diretor-executivo da McLaren Racing, Zak Brown. Ambos marcaram presença em Daytona para reuniões com a organização e com potenciais parceiros que possam vir a operar um futuro programa na classe GTP.
Barclay explicou que a equipa tem ainda um intenso trabalho pela frente para preparar a entrada no WEC e iniciar os testes do novo carro, salientando que só depois dessa fase estabilizada fará sentido avançar para outros projetos. Reconheceu, contudo, que existe uma forte vontade de competir no IMSA e que decorrem conversações exploratórias, embora qualquer decisão dependa de garantir que o programa principal funciona plenamente.
Zak Brown reforçou essa abordagem gradual, comparando a estratégia com a expansão anterior da McLaren na Fórmula 1, IndyCar e, mais recentemente, no WEC. Para o dirigente, a entrada na IMSA terá de ser sustentável tanto do ponto de vista comercial como operacional, dado que cada projeto da marca funciona de forma autónoma.
Questionado sobre a possibilidade de um arranque limitado apenas às provas da Michelin Endurance Cup, Barclay admitiu que todas as hipóteses estão em aberto, mas frisou que ainda é prematuro definir se a aposta seria parcial ou num campeonato completo. Brown acrescentou ainda que a United Autosports — equipa que também co-detém — não é, para já, uma escolha automática para operar o eventual programa, garantindo que todas as soluções estão a ser avaliadas.
O responsável da McLaren deixou igualmente em aberto a hipótese de levar estrelas de outros campeonatos da marca para Daytona, recordando participações anteriores de Lando Norris e Fernando Alonso na prova norte-americana. Para Brown, as 24 Horas de Daytona oferecem uma plataforma ideal para iniciativas especiais e mediáticas, caso a entrada na IMSA se concretize no futuro.
James Barclay afirmou:
“A primeira prioridade é estabelecer o programa Hypercar. Temos muito trabalho para fazer este ano. Aconteceu imensa coisa para chegarmos ao ponto de iniciar testes e preparar o Campeonato do Mundo de Resistência. Quando estivermos totalmente prontos, é justo dizer que existe um enorme desejo de estarmos aqui no futuro. Por agora, o foco é colocar tudo a funcionar no WEC, mas há boas conversas a acontecer. O objetivo é estar na IMSA mais tarde.”
Zak Brown acrescentou:
“Vamos pôr o WEC a funcionar e garantir que é um sucesso. A nossa vontade de estar na IMSA é muito elevada, mas é preciso dar um passo de cada vez. Tem de fazer sentido não só comercialmente, mas também a nível operacional. O desejo de estar aqui é forte. Daytona é uma plataforma que nos permitiria fazer coisas diferentes e entusiasmantes.”











