Depois de uma época onde deu boa conta de si no ELMS, Henrique Chaves volta a mudar de ares e aposta em 2019 nos GT. O jovem piloto luso irá iniciar a sua aventura no GT Open, com o McLaren McLaren 720S GT3 da Teo Martin Motorsport.
Henrique Chaves está ansioso pelo começo desta nova etapa. O piloto já testou com a equipa e apesar de alguns problemas, está otimista quanto ao que aí vem:
“Acho que vai ser um campeonato com um bom número de inscritos, todos eles de grande nível, como tem acontecido nos últimos anos. Vai ser muito difícil atingirmos os objetivos que ambicionamos, mas vamos lutar por eles. Estamos a melhorar constantemente, embora tenhamos enfrentado alguns problemas devido à juventude do carro, mas estamos a resolver os problemas e é preferível que aconteçam em testes do que nas provas. A nível de adaptação, não foi a que pretendia desde início, o que também está relacionado com os tais problemas que fomos resolvendo. No último teste já mostrei mais andamento comparativamente aos meus colegas de equipa, por isso para já tudo bem encaminhado.”
“Os problemas que tivemos foram técnicos, a nível de eletrónica, quebras de suspensão, não só no meu carro, mas nos outros carros da equipa. Problemas de telemetria também. Mas são coisas que conseguimos resolver e para já está tudo a correr bem.”
Carro jovem, mas com muito potencial
Apesar de ainda em fase de adaptação e de ajustes, Chaves sente que tem em mãos a arma certa para dar nas vistas e lutar pelos primeiros lugares e está na equipa certa para o fazer:
“O carro tem muito potencial. Há sempre o BoP para equilibrar e este campeonato tem ainda os handicaps dos tempos nas boxes. Mas creio que o carro tem tudo para ser competitivo. Tenho como termo de comparação o AMG que é um carro mais fácil de conduzir em relação ao McLaren, mas o Mercedes já é um produto acabado e o McLaren está ainda em desenvolvimento. O McLaren é um carro mais nervoso e da minha experiência, um carro nervoso é um carro que pode ser muito rápido, mas tem de ser bem conduzido.
“A equipa é muito profissional. É também uma fase de descoberta para eles pois o carro é novo para todos, mas temos tido o apoio dos engenheiros da McLaren. A equipa tem treinado muito também e os mecânicos tiram caixas de velocidade e voltam a colocar no carro só para treinar e entender o processo na perfeição. Eu já me sinto praticamente em casa e fui muito bem acolhido por eles.”
O piloto acredita que maior desafio será a mudança de realidade. Depois de uma época nos protótipos, o “Iceman” enfrenta agora máquinas com características diferentes:
“O maior desafio deste ano talvez seja a adaptação aos GT. Numa só volta, é o carro mais lento que já conduzi, portanto o desafio maior talvez seja esse, mas estou confiante que me vou dar bem. Há também o desafio de dividir o carro, algo que já fiz no ano passado no ELMS. Temos de encontrar o compromisso de afinação para os dois pilotos. O próprio formato do fim de semana de competição é diferente e vai ser preciso olhar muito para o lado estratégico, para lidar com o handicap, fazer a melhor gestão de pneus, sem esquecer o BoP. “












