Mick Schumacher prepara-se para iniciar a sua primeira temporada na IndyCar e garante que a adaptação tem sido simples, sublinhando as semelhanças entre o chassis da categoria norte-americana e o monolugar que utilizou na Fórmula 2, campeonato que conquistou em 2020.
O piloto alemão regressa aos monolugares após a sua passagem pelo WEC com a Alpine. Os chassis Dallara (iguais para todas as equipas) que encontrou na Indy são equipados com pneus Firestone, ao contrário dos Pirelli usados na categoria de acesso à F1.
O alemão revelou que começou a olhar para a IndyCar com maior atenção em 2024, numa fase em que o regresso à Fórmula 1 se tornava cada vez mais incerto, apesar de manter conversações com equipas do paddock.
Em declarações ao podcast Off Track with Hinch and Rossi, Mick Schumacher explicou a facilidade de adaptação:
“É um carro de F2, apenas com pneus melhores. Sinto que, se lhe acrescentássemos mais 100 ou 200 cavalos e reduzíssemos um pouco o peso, seria muito bom. E penso que é mais ou menos essa a transição que o futuro carro vai fazer. Isso seria bastante divertido de ver.”
Relativamente ao seu interesse crescente pela categoria, afirmou:
“Cresci a ouvir falar dela, mas nunca a acompanhei muito de perto, até porque os fusos horários dificultavam conciliar com aquilo que eu fazia na altura. A situação com a F1 tornou-se um pouco mais complicada. Cada vez mais equipas me contactavam, mas eu ainda estava numa trajetória de boas conversas com equipas de F1 e a esperança de regressar mantinha-se.”
Sobre o ambiente competitivo da IndyCar, destacou:
“Agora, estando aqui, aprende-se muito mais em detalhe o que significa pilotar um IndyCar, o quão exigente é, mas também o quão divertida é a competição. As pessoas aqui são fantásticas para trabalhar e muito ambiciosas no lado desportivo. Sente-se um ambiente muito cru de desporto motorizado, o que é raro encontrar em alguns lugares. Aqui é evidente que isso ainda existe.”











