Marc Coma venceu pela quinta vez o Dakar nas motos. Paulo Gonçalves assegura o segundo lugar e iguala o feito de Ruben Faria há dois anos, com o australiano Toby Price (KTM), a ser terceiro, um grande resultado para um piloto que se estreou nesta prova.
Ainda não foi desta que a Honda (ou outra marca) colocou um termo na sequência de triunfos da KTM, que com mais esta vitória soma 14 seguidas. Para Marc Coma, este quinto triunfo significa que pela primeira vez vence duas vezes seguidas, pois até aqui alternava com Cyril Despres. Desta forma, o piloto da KTM iguala o número de triunfos dos míticos Cyril, Neveu e Despres, que têm cinco cada um.
Para Portugal, com o segundo lugar de Paulo Gonçalves nas motos esta é a segunda vez que um piloto luso alcança resultado semelhante, repetindo desta forma o melhor resultado de sempre de um motard luso no Dakar, com a diferença que desta feita ‘Speedy’ Gonçalves lutou pela vitória até ao fim, enquanto no caso de Ruben Faria, em 2013, sendo ‘mochileiro’ de Cyril Despres, só se algo sucedesse ao seu chefe de fila lhe tinha sido permitido vencer.
Depois do triunfo de Gilles Lalay em 1989, a Honda regressou ao Dakar para vencer e desta feita isso voltou a não suceder devido a problemas nas motos, já que Joan Barreda esteve em boas condições de vencer quando uma grave problema com a sua Honda o atrasou e o mesmo sucedeu a Paulo Gonçalves, pois quando distava apenas cinco minutos do líder, Marc Coma, uma penalização decorrente da necessidade de trocar o motor da moto do português, que partiu levou a um atraso que deixou Marc Coma bem menos pressionado, e mais importante que isso, sem necessidade de exigir mais da sua moto, conseguindo chegar ao fim sem mudar o motor.
Paulo Gonçalves foi o terceiro mais rápido na derradeira etapa, somando o seu sétimo pódio em etapas na edição 2015 do Rali Dakar por entre as treze etapas disputadas num total ascendente a 9.000 quilómetros por entre Argentina, Bolívia e Chile, e depois do de duas posições no Top 10 em 2009 e 2013, alcança desta feita o segundo lugar final, depois de ter lutado quase até ao fim pelo triunfo na prova, e só um problema de motor na sua moto o impediu de levar a luta pelo triunfo até Buenos Aires, onde hoje terminou mais um Dakar.
Ruben Faria termina o Dakar em sexto, naquela que é a sua segunda melhor classificação depois do segundo lugar de há dois anos e Hélder Rodrigues é 12º. Pela primeira vez, desde que vai ao Dakar, o piloto de Sintra não termina a prova no Top 10, e desde que mudou para a Honda não conseguiu melhor que o quinto lugar do ano passado. Problemas constantes com a moto, impediram um resultado bem melhor.
Para memória futura, fica a certeza que Portugal tem três excelentes motards, e qualquer deles poderá ter condições de lutar pela vitória no futuro. Mais ano, menos ano, Marc Coma será batido, e os portugueses deverão estar na linha da frente para o fazer, pois já mostraram ter condições mais do suficientes para isso. Agora falta só o degrau mais difícil da escadaria do sucesso no Dakar, ficando a certeza que se a Honda melhorar a sua moto em termos de fiabilidade, a corrida pode ‘calhar’ para qualquer das duas marcas, como aliás já se percebeu no decorrer da prova deste ano.
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