Nasser Al-Attiyah foi o vencedor do Dakar 2015 nos autos, com o príncipe do Qatar a alcançar assim o seu segundo triunfo na competição, repetindo a vitória de 2011. Na segundo posição ficou o sul-africano Giniel De Villiers, a 35m34s, principal opositor do piloto do Mini ALL4 RAcing, num evento em que as Toyota estiveram em bom plano, beneficiando da redução de peso em 60 kg, e também de um restritor de maiores dimensões nesta edição.
No entanto o Mini provou mais uma vez ser o carro a bater, terminando com cinco carros no top 10, quatro deles nos cinco primeiros lugares. Krzysztof Holowczyc, também em Mini ALL4 Racing, fechou o pódio, um lugar que herdou após a desistência de Yazeed Al-Rajhi, estreante no Dakar que rodava na terceira posição até à desistência na 11ª etapa.
O português Carlos Sousa, navegado por Paulo Fiúza, cumpriu o objetivo de terminar no top 10, concluindo o Dakar na oitava posição. A dupla portuguesa foi ‘penalizada’ pelos problemas de suspensão, ao longo da prova, no seu Mitsubishi ASX Racing, já que, não fora isso, poderiam ter alcançado outro resultado, dado que ficaram a pouco mais de dois minutos da sétima posição, ocupada pela Toyota Hilux de Bernhard Ten Brinke.
O melhor Peugeot surge no 11º lugar, pelas mãos de Stéphane Peterhansel, longe, no entanto, dos lugares cimeiros e nunca estando em condições de lutar pela vitória, numa prova em que o 2008 DKR revelou as fragilidades de um projeto estar ainda numa fase embrionária. O piloto francês ficou a mais de cinco horas do vencedor, por isso, facto que provou que a marca francesa tem ainda muito trabalho pela frente.
Esta segunda vitória de Nasser Al-Attiyah nos autos, repetindo o triunfo de 2011, em Volkswagen Touareg foi quarto triunfo seguido de um MINI, que surge na sequência de sete vitórias da Mitsubishi (2001-2007) e três da Volkswagen (2009-2011). Ainda não foi desta que alguém repetiu o feito de Jean Louis Schlesser em 1999 e 2000 quando triunfou com um buggy de duas rodas motrizes, pois desde aí os 4X4 reinaram, mesmo com o surgimento de bons buggy. Será que a Peugeot para o ano apaga a fraca imagem que deixa este ano?
Realizando uma segunda parte de Dakar sempre a recuperar, Ricardo Leal dos Santos foi 23º, depois de ter sido o 17º mais rápido na última etapa. Filipe Palmeiro, navegador do chileno Boris Garafulic (MINI) terminou no 12º lugar, depois de terem andado muito tmepo na 11ª posição, mas cairam para a 13ª posição na nona etapa, subindo depois apenas mais um lugar. Vitor Jesus, navegador do argentino Nazareno Lopez (Toyota) terminou em 48º. tiveram problemas ainda na primeira semana de prova, caindo para a 79ª posição, e a partir daí foi sempre a recuperar, chegaram a realizar um top 15 numa etapa, mas não deu para mais.
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