Os primeiros grandes azarados do rali entre os homens da frente foram Craig Breen/Paul Nagle (Ford Puma Rally1), que saíram de estrada e danificaram a direção do Ford Puma. Numa prova em que o irlandês depositava muita esperança, este é um grande revés, até porque muitas esperanças foram colocadas em Craig Breen para este ano.
A M-Sport sabia que tinha construído um bom carro – ou tinha quase a certeza disso – o facto de Sebastien Loeb ter ganho o Rali de Monte Carlo só o comprovou, e por isso, sabendo-se que o francês só iria fazer uma prova ou outra, as esperanças de bons resultados estavam, e ainda estão, todas nas mão de Craig Breen.
Mas a verdade é que o irlandês não tem sido suficientemente rápido face ao potencial que se sabe o Ford Puma Rally1 tem.
Na antevisão deste campeonato dissemos que Craig Breen tem em 2022 um ano absolutamente decisivo na sua carreira, já que depois de 2018 (Citroën) terá a sua primeira época a tempo inteiro, depois da temporada falhada de 2018, mais por culpa da Citroën do que sua. As oportunidades mais recentes que teve com a Hyundai não as desperdiçou, mas só a M-Sport lhe oferecia um contrato a tempo inteiro e agora vai está a ter a oportunidade de confirmar a sua velocidade e consistência, o que já se percebeu, não está a conseguir.
Recai nos seus ombros a responsabilidade de recolocar a M-Sport no caminho das vitórias, mas essas têm estado muito longe. E nesse contexto, este Rali da Estónia era de uma importância extrema.
Das seis provas até aqui realizadas, não tinha feito quatro, desde 2018.
Mas o Rali da Estónia não está entre essas. Breen esteve lá nos dois últimos ralis e foi segundo quer em 2020 ou em 2021. Em nenhum outro lado Breen tem tão bons resultados no WRC.
Portanto, esperava-se muito dele. Ainda por cima a M-Sport não se pode dar muito ao luxo de ter paciência.
E o que tivemos até aqui? Saiu de estrada na PE4, quando era terceiro a 14.2s da frente.
Foi pena, era o rali perfeito para brilhar. Resta saber se estava a ‘tentar demais’…












