Na habitual conferência de imprensa à sexta feira, Toto Wolff e Christian Horner concordaram ambos em algumas respostas às questões dos jornalistas.
Concordaram com o facto de até ao final do mês ambas as estruturas terem que cortar com postos de trabalho para chegar ao limite do teto orçamental imposto. Horner e Wolff concordaram que não foi nada suave, com o britânico a lembrar que num período já conturbado, devido à pandemia, tiveram que se despedir de pessoas que trabalhavam na Red Bull ainda esta não se chamava Red Bull, aumentando o desgaste emocional para muitos dos funcionários. É o lado negro da redução de custos.
Os dois líderes concordaram com o clima de competição aguerrida, na pista como nas fábricas. Todos querem ganhar, estando eles ao lado dos pilotos nos fins de semana ou a trabalhar apenas em Inglaterra.
“É competitivo para toda a equipa, porque é isso que é – é uma competição. Cada departamento está a competir com os seus departamentos rivais, não apenas contra a Mercedes, mas com cada equipa. Foi sempre assim que abordámos as corridas. Somos uma equipa competitiva, somos uma equipa esfomeada, e estamos a desfrutar da competição”, afirmou Christian Horner.
Toto Wolff lembrou que a F1, “é um desporto de combate, em pista, fora de pista. Mas isso é apenas ruído. O verdadeiro desempenho acontece na pista. É o tempo por volta. Ou é suficientemente bom ou não e se não o é, temos de reconhecer isso e trabalhar para melhorar e o contrário também é verdade.”
Quanto às diferenças entre a luta interna, com dois pilotos da mesma equipa a competirem por vencer o campeonato e a luta contra outra equipa, as opiniões divergiram.
Para Wolff, “a batalha interna, que tivemos durante bastante tempo, é obviamente mais fácil de lidar porque os pilotos fazem parte da equipa, estão no mesmo carro; quando lutam com outra equipa, não se sabe realmente onde estão as vantagens e desvantagens no desempenho do carro e pode-se ver que divergem entre pistas. Isso é difícil, porque se trata de informação imperfeita, muitas variáveis que não se conhecem, mas ambas são igualmente agradáveis para mim.”
Já Horner pensa que, “penso que é muito mais simples ter um concorrente na box ao lado do que dois concorrentes dentro da sua própria box, porque existe um conflito de interesses natural dentro da equipa, dentro da própria equipa de engenharia, etc., enquanto que ter a concorrência na garagem ao lado é muito mais simples e penso que foca a mente e as motivações de todos. Penso que é saudável para a equipa e saudável para o desporto. Já lá vai muito tempo. É óbvio que assistimos a sete anos de domínio total, e penso que o maior vencedor é a Fórmula 1, ter duas equipas e dois pilotos todos os fins de semana lutar.”












