Fórmula 1, Ralf Schumacher: Aston Martin “perdeu o rumo”

Por a 23 Março 2022 12:04

A Aston Martin entrou mal na nova época de Fórmula 1. A equipa de Silverstone era uma das grandes incógnitas depois dos testes de pré-temporada e no final do primeiro fim de semana percebeu-se que há ainda muito a fazer no AMR22 para que seja um carro competitivo. Existem rumores que uma versão B do carro está em preparação, mas só deverá chegar às pistas na segunda metade da época. 

Na opinião do antigo piloto de Fórmula 1, Ralf Schumacher, a Aston Martin foi com “muita sede ao pote”. “A equipa perdeu o rumo”, disse Schumacher no programa da AvD Motor & Sport.” Quiseram conquistar tudo e muito depressa, e isso simplesmente não funciona na Fórmula 1. Não se pode simplesmente pegar em muita gente e muito dinheiro, pô-los num frasco, agitar e sai algo bom”.

Segundo Schumacher, para além do monolugar ser um “desastre”, Lawrence Stroll parece estar no cerne dos problemas da equipa. “Como ouvimos, o carro é um desastre. E ainda por cima, aparentemente o dono da equipa [Lawrence Stroll] está sentado nas reuniões e a dar dizer como as coisas devem ser feitas. Se for esse o caso, torna-se muito, muito complicado”.

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9 comentários

  1. RedDevil

    23 Março, 2022 at 12:45

    O “pessoal” costuma dar muito valor a “ricaços” como se aquela riqueza fosse proveniente da inteligência/conhecimento do próprio… não costuma ser assim… é preciso “dobrar a alma” para se enriquecer facilmente…
    Stroll é um “tanso”… entrou pela “porta grande” e vai sair pela “dos fundos”…

    • Cágado1

      23 Março, 2022 at 13:11

      Difcilmente se pode fazer qq afirmação para já se o Stroll é um tanso ou não. Fez o que sabe fazer: investir para criar condições para aparecerem os resultados. Parece-me que o fez com algum critério. Talvez tenha metido demais o nariz na gestão diária. É provável que aprenda com isso. Para já, para já, salvou da falência uma equipa de F1 e deu-lhe condições para singrar. Vamos dar tempo ao tempo.

      • RedDevil

        23 Março, 2022 at 15:02

        Sim… pus o tanso entre “”…
        O Stroll não pode ser um tanso no significado directo da palavra… aqui devemos lembrar que ele está metido num ambiente de “alta competição” e que é completamente dependente das áreas técnológicas, ou seja, para se querer liderar uma equipa de F1 como ele está a fazer é preciso ter um pouco de “Ronaldo” e um pouco de “Newey” dentro de si… coisas que não vejo nele…
        A decisão de copiar o Mercedes é fruto dessa “tansisse”… é não saber o que é uma equipa técnica… essa decisão o que faz é criar um espírito de “barco de piratas” e afasta os técnicos do seu caminho… para uma equipa técnica o que interessava era perceber porque é que o Mercedes era rápido… não era fazer uma cópia… na escola primária é que se fazem cópias…

      • Patucho10

        24 Março, 2022 at 0:33

        O problema é mesmo esse, tempo! este tipo de pessoas estão habituadas a ter tudo e já, esperar faz nervos, e então andar no fundo do pelotão constantemente, isso até lhe levanta os cabelos, e em um ano que quase tudo vai ficar congelado as melhoras não vão ser muitas, duvido que fique muitos anos na F1.

  2. NOTEAM1 NOTEAM1

    23 Março, 2022 at 13:04

    Não deve ser mesmo nada fácil aturar o ego do Stroll durante aquelas reuniões! Coitados…

  3. Elton Delgado

    23 Março, 2022 at 13:39

    Se assim for, esta a fazer de tudo para dar ao filho mais do que o seu talento lhe permite alcançar ou seja um título.
    Mas não é esse o caminho.
    Minha opinião

  4. anotheruser

    23 Março, 2022 at 14:32

    O Otmar sintetizou tudo depois de sair: “não pode haver dois Papas”.
    O Stroll pai nada sabe do ponto de vista técnico. Vai continuar a queimar dinheiro enquanto não perceber isso.

  5. João Pereira

    23 Março, 2022 at 14:36

    Stroll é sem dúvida o problema, pela sua demasiada intervenção na gestão e direcção da equipa. O homem pode perceber muito de negócios, mas uma equipa de F1 é muito mais que finança, comércio e industria, porque no fundo o objectivo principal continua a ser desportivo, vencer. Stroll tem que passar para segundo plano, ou mesmo desaparecer, como faz Dietrich Mateschitz. A constante presença de Stroll, faz quase lembrar um certo Gunther Schmitt dono da antiga ATS, mas sem chegar ao extremo de partir uma asa nova só porque não gostava dela.
    A Aston Martin devia impor-se mais, porque no fundo é o seu nome que é visível e não o da Racing Point.
    No entanto, é preciso ver que a Mercedes só consegui meter nos 10 primeiros 2 dos seus 8 motores, e precisou que 3 dos 4 Honda não terminassem a corrida, e isto é muito significativo.

  6. Frenando_Afondo™

    23 Março, 2022 at 19:41

    Não me surpreende, entrou o Lawrence Stroll, claramente para mandar e não apenas para investir e deixar as pessoas fazerem cada uma a sua função. Tudo por causa do filho ser um dos pilotos.

    Em qualquer empresa quando o patrão mete o nariz em tudo pensando que é um génio do “biznezz” e que ele é que vai por tudo na ordem, o normal é o pessoal começar a sentir-se menor, porque não vê o patrão a confiar eles fazerem o seu trabalho em paz.

    A “boca” de Otmar Szafnauer diz muito – “Não podem haver dois Papas no Vaticano”. Claramente falando como o seu papel foi dimínuido porque Lawrence queria ser o manda-mais. Se foi assim durante 2021, não me surpreende o carro ser fraco. Mas isto é comum a todos os monolugares com motores Mercedes, por isso já veremos como evoluem.

    Mas não vejo grande futuro da Aston Martin com esta maneira de fazer as coisas, praticamente fizeram Otmar querer sair, provavelmente porque não vergava a mola a Lawrence. Isso só vai fazer outros quererem fazer o mesmo. Por exemplo acredito que Vettel pense em se reformar no final de 2022, se isto continuar (se melhorarem já é outra história, mas tenho as minhas dúvidas).

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