A Sauber viu-se de momento na contingência de ter que esperar pela decisão da Mercedes quanto a Pascal Wehrlein, e por isso teve que fazer o mesmo que a Mercedes e protelar a apresentação do seu line up de pilotos para 2017 apenas para depois do fim do ano. Marcus Ericsson está seguro na equipa, mas Felipe Nasr pode ter ainda um pouco de esperança, mas sem o apoio do Banco do Brasil, vai ser muito difícil. Ele bem tenta relembrar à equipa que foi quem lhes poupou cerca de 10 milhões de euros, mas nem isso lhe vai chegar…
Mas tudo isso são os menores dos problemas da Sauber, equipa que passou por casos bem mais graves durante este ano de 2016. Sendo uma das estruturas com maior tradição na atual Fórmula 1, atrás de Ferrari, McLaren e Williams, teve uma temporada longe de ser risonha. A estrutura de Hinwil nunca teve um carro competitivo e viu-se novamente afetada pelos rumores que ora davam como certa a sua falência, ora a sua aquisição por terceiros. No final, os boatos acabaram por ser confirmados, com a antiga equipa de Peter Sauber a ser vendida à Longbow Finance, uma empresa especializada em finanças na área das tecnologias de informação. A companhia ficou com o controlo absoluto da operação na Fórmula 1, com Sauber a retirar-se completamente, deixando de ter qualquer papel na estrutura que fundou. Boas notícias não só para Monisha Kaltenborn, que continua à frente da parte desportiva (Pascal Picci é o novo presidente da equipa, encarregue da gestão comercial e estabilização financeira), mas também para Marcus Ericsson, pois a sua carreira tem ligações ao grupo.
No plano desportivo, a equipa, que em 2015 tinha marcado 36 pontos e concluído o ano à frente da McLaren e da Manor, acabou por salvar marginalmente o ‘pescoço’ graças à enorme prestação de Nasr no Grande Prémio do Brasil. O oitavo lugar e respetivos dois pontos conquistados pelo piloto em Interlagos foram determinantes para superar a Manor e livrar-se assim de terminar no último lugar dos construtores. Tal como em 2015, Nasr demonstrou que tem mais argumentos para se manter na Fórmula 1 do que o colega de equipa Marcus Ericsson, novamente superado pelo brasileiro, e que voltou deixar em evidência a sua apetência para cometer erros. O carro não ajuda, mas a pilotagem do sueco também não…









