A entrada de mais uma equipa, ou até duas como parece querer a FIA, não é uma ideia que agrada muito à “larga maioria” das equipas nem aos detentores dos direitos comerciais da competição, tendo em conta o comunicado publicado quando a Andretti anunciou a parceria com a Cadillac. Na realidade, o facto de alguns dos protagonistas afirmarem que quem quiser entrar tem que gerar valor à Fórmula 1, não é descabido. A Haas foi a única equipa privada que mais recentemente deu entrada na competição e ainda continua a operar, apesar de ter baixado bastante na classificação depois de uma entrada para o meio do pelotão, estando agora a tentar regressar à luta por esses lugares. Todas as restantes, fecharam portas e por isso as dificuldades levantadas, além de outros interesses, como é óbvio. Isso mesmo recordou Pat Symonds recentemente, afirmando que é preciso que as estruturas interessadas se mantenham sustentáveis caso venham a competir na F1.
“Daria as boas-vindas a novas equipas”, disse Symonds durante o Autosport International. “Não há mal nenhum em ter mais carros, desde que haja qualidade. Não queremos voltar à HRT de 2011 ou quando foi, mas a competição é incrivelmente bem sucedida neste momento. Sendo bem sucedida como é o caso, não é de admirar que as pessoas se queiram envolver, porque nos últimos cinco anos demos a volta ao campeonato, passando de ser um custo para lucrarem, e isso é algo muito importante. Por isso não me surpreende que queiram envolver-se”.
O responsável técnico da F1 defendeu que “da perspetiva de adepto, assistir a uma Fórmula 1 saudável, diria que 12 equipas [seriam o ideal]”. No entanto, tem consciência que “as equipas votarão sempre contra a entrada de outra equipa, porque têm um bónus da ‘Formula One Management’. Dividido por 12 será menor do que dividido por 10 e por isso as equipas votarão sempre contra, mas pessoalmente, eu adoraria ver 12, tinham todas elas de ser fortes e estarem próximas”, concluiu.












