A missão da McLaren em 2021 é simples… manter a evolução que evidenciou em 2020 e confirmar que a retoma é real.
A McLaren apresenta hoje o seu novo monolugar, o MCL35M, um carro que poderá ter uma base muito semelhante ao MCL35 de 2020, mas que é uma máquina muito diferente. A diferença maior está no seu coração, que no ano passado era fornecido pela Renault. Este ano a McLaren reedita uma parceria que traz boas recordações com a Mercedes a ocupar novamente o lugar central na máquina britânica.
Só por si, esta é uma mudança profunda, que exigiu por parte dos engenheiros a adaptação do conceito de 2020, para receber a unidade germânica. A McLaren gastou muitas das fichas permitidas para a evolução do seu carro para acolher de novo a unidade Mercedes, mas não terá descurado o trabalho no aprimoramento da aerodinâmica do chassis.
A concorrência é feroz e com a Renault e a Aston Martin a prometer mais do mesmo, e com a Ferrari a querer voltar ao pódio este ano, a tarefa de repetir o terceiro lugar não se afigura nada fácil para a McLaren. Mas há algo que pode e deve ser mantido… o bom momento da equipa. Em 2020 a McLaren aproveitou todas as oportunidades que teve à sua disposição, não cometeu muitos erros e foi das mais regulares durante toda a época. Os 202 pontos de 2020 são o segundo melhor registo desde 2012, numa época em que foram feitas apenas 17 corridas. Há muito trabalho bem feito em Woking, mas que tem de ser continuado para que o impulso positivo siga para a nova era, em 2022.
Este impulso positivo poderá chegar do lado dos pilotos. Lando Norris é o homem da casa, um jovem talento que já mostrou que pode ser a referência da equipa no futuro, mas que tem a humildade para aprender com quem está ao seu lado, mantendo-se focado nos objetivos da equipa. A evolução de Norris é clara e é agora um dos jovens mais promissores da grelha. Ao seu lado terá um dos melhores da grelha. Carlos Sainz cumpriu o seu papel na perfeição, mas Daniel Ricciardo traz a experiência de quem já esteve numa equipa de topo, tendo vencido por lá. É também um team player que costuma ajudar a criar um bom ambiente na equipa e com os colegas. Em teoria é uma das duplas mais interessantes pelo que pode trazer dentro e fora de pista.
2021 deverá dar-nos uma McLaren um pouco mais forte. Com um motor melhor e uma dupla de pilotos também ligeiramente melhor (muitos não serão da mesma opinião), a McLaren tem tudo para dar mais um passo rumo ao topo da tabela. Claro que tal depende da competitividade do carro que hoje é apresentado, e da evolução da concorrência, mas na vertente humana, a McLaren está cada vez mais forte e isso pode ser a chave do sucesso para o futuro. Começa hoje mais um capítulo de uma história que desde 2013 se tornou triste e sombria, mas que em 2019 começou a ganhar cor. 2020 trouxe o pódio final, mas em 2021 para a evolução ganhar ainda mais força, uma vitória vinha mesmo a calhar.












