Algumas horas após o anúncio da Red Bull da saída de Jonathan Wheatley, a Audi confirmou a contração do engenheiro britânico.
A demora na confirmação por parte da Audi causou alguma estranheza, uma vez que é habitual os comunicados sucederem-se. Neste caso, foi necessário esperar algumas horas, mas a Audi confirmou a contratação.
No comunicado lançado pela marca germânica, a Audi aponta os progressos significativos no seu projeto de Fórmula 1 ao nomear Jonathan Wheatley como Chefe de Equipa, após a recente contratação de Mattia Binotto. O CEO da Audi, Gernot Döllner, elogiou a vasta experiência e o sucesso de Wheatley na F1, destacando as suas contribuições para inúmeras vitórias em corridas e campeonatos na Red Bull Racing. Wheatley irá juntar-se à equipa de F1 da Audi em julho de 2025, concentrando-se no desempenho das corridas e na gestão operacional, servindo também como porta-voz da direção.
Mattia Binotto, como COO e CTO, irá supervisionar a gestão operacional da Sauber Motorsport AG e o desenvolvimento técnico dos futuros carros de corrida, atuando como interface técnico entre as equipas de desenvolvimento de Hinwil e o desenvolvimento da unidade de motriz. Tanto Wheatley como Binotto irão reportar diretamente a Döllner, assegurando uma clara divisão de deveres e responsabilidades.
Jonathan Wheatley, o futuro Chefe de Equipa da equipa de fábrica da Audi F1, afirmou o seguinte: “Estou extremamente orgulhoso por ter feito parte do percurso da Red Bull Racing ao longo dos últimos dezoito anos e vou partir com muitas memórias agradáveis. No entanto, a oportunidade de desempenhar um papel ativo na entrada da Audi na Fórmula 1 como chefe de uma equipa de fábrica é uma perspetiva única e excitante, e estou ansioso pelo desafio. Também estou contente por trabalhar com o Mattia, que conheço há muitos anos e que é a pessoa certa para colaborar neste excitante projeto.”
Mattia Binotto, COO e CTO da Sauber Motorsport AG, afirmou: “Conheço o Jonathan há muitos anos e considero-o um especialista em desportos motorizados experiente e empenhado. 2026 já não está muito longe, e estou ansioso por criar a nova equipa de corridas para a Audi juntamente com o Jonathan e conduzi-la ao sucesso.”
Parece ser uma jogada sensata dos responsáveis da Audi. Deixar Binotto nos “bastidores” mais focado na área técnica e de gestão de recursos é inteligente, pois o italiano perdeu-se nos jogos políticos que o cargo de diretor da Ferrari implicava. Binotto trabalhará onde realmente é bom e Wheatley terá mais exposição, talvez com um papel mais visível para o público e os media. São dois reforços de peso, colocados em áreas que aparentam ser as indicadas para cada perfil.











