Nos dias seguintes à corrida do GP da Grã-Bretanha, o sucedido com Hamilton/Verstappen foi comparado com a luta Senna/Prost. Dois adversários ambiciosos que batalham por todas as vitórias para alcançarem o título mundial e que em certos momentos, esgrimiram os seus argumentos de um modo mais “físico”.
Para Martin Brundle, comentador da SkySports e antigo piloto, esta história entre o #44 da Mercedes e o #33 da Red Bull, poderá ser lembrada durante muitos anos, como outras mais antigas e lembradas ainda, nomeadamente a de Senna e Prost.
“Estamos a chegar a meio do Campeonato do Mundo e este é um incidente que se falará durante anos. Se tiver impacto, se decidir quem poderá ser o campeão mundial este ano, falar-se-á sobre ele durante décadas, como Senna e Prost, por exemplo”.
Acerca das ‘novas’ e ‘relevantes’ provas que possa ter a Red Bull para apresentar à FIA, Brundle afirma que é difícil surgirem, mas que alguns dados de GPS podem ser o trunfo da estrutura comandada por Christian Horner.
“É realmente difícil obter novas informações que os comissários de bordo ainda não tenham visto porque têm quantidades incríveis de dados a sair do carro, ângulos de vídeo diferentes e muitas coisas a que não temos acesso. Esta primeira fase tem tudo a ver com ‘há algo novo e relevante neste incidente, que significa que vai haver uma revisão?’ Isso é essencial e depois vai para revisão, por isso não é uma revisão que vai acontecer amanhã à tarde. A Red Bull, penso eu, estará a tentar arranjar alguns dados de GPS para dizer que Hamilton foi muito mais rápido a entrar ali, não tinha intenção de fazer a curva, estava a usar o Verstappen para chegar à curva. Será que ele mexeu o volante em algum lugar que não tenhamos visto até agora? Deveria ele ter ido muito mais para a direita? Será que o Max o deixou espaço? Todo esse tipo de coisas”.












