A partir de 2026, a Apple tornar-se-á o parceiro oficial de transmissão da Fórmula 1 nos Estados Unidos, num acordo exclusivo de cinco anos que se estenderá até 2030, substituindo a ESPN. O entendimento representa muito mais do que uma simples mudança de plataforma: poderá redefinir a forma como os adeptos em todo o mundo consomem o desporto ao longo da próxima década.
O acordo surge após o sucesso do filme Apple F1, que arrecadou 630 milhões de dólares, e reflete a intenção da Fórmula 1 em expandir a sua presença cultural e digital nos Estados Unidos, mercado com cerca de 300 milhões de utilizadores de iPhone. O diretor-executivo da F1, Stefano Domenicali, sublinha que esta parceria permitirá uma maior integração da modalidade na cultura norte-americana, enquanto o responsável pelos direitos mediáticos, Ian Holmes, destaca o potencial do ecossistema Apple para atingir diferentes tipos de público — dos espetadores regulares aos seguidores ocasionais — através de múltiplos dispositivos e formatos.
Formula 1 has a new home in the US. Watch every Grand Prix of the 2026 season live on Apple TV. Don’t miss it. pic.twitter.com/tgXI8NkGWe
— Apple TV (@AppleTV) October 17, 2025
A Apple TV transmitirá todos os treinos, qualificações, sprints e corridas sem custos adicionais para subscritores, enquanto algumas provas e sessões de treinos estarão disponíveis gratuitamente para não subscritores, numa estratégia híbrida (“freemium”) destinada a atrair novos adeptos e evitar as limitações dos modelos exclusivamente pagos. O serviço F1 TV continuará acessível e será incluído para subscritores da Apple TV, reforçando a oferta global de conteúdos.
A Apple pretende integrar a Fórmula 1 em todo o seu ecossistema — desde o Apple News, Music e Podcasts até ao Apple Fitness+ e Apple Maps —, tornando o desporto uma presença quotidiana no universo digital dos consumidores.
Embora o acordo se limite, por agora, ao mercado norte-americano, o objetivo de longo prazo poderá ser a expansão global. Com vários contratos televisivos europeus a expirar até 2030, é possível que a Apple avance, nessa altura, para um acordo mundial.










