A McLaren enfrenta 2023 com a dupla mais jovem da grelha. Lando Norris (23 anos) e Oscar Piastri (21) são as estrelas do volante da equipa britânica. Apesar da juventude, não falta talento, mas não há a experiência que por vezes é necessária para guiar o desenvolvimento da equipa. Mas a McLaren não teme isso.
Andrea Stella, diretor da equipa, não tem qualquer receio quanto à falta de experiência dos dois pilotos, Lando Norris já está com a equipa desde 2019 e já conhece bem o trabalho da estrutura de Woking. O que tem mostrado ao longo das últimas duas épocas revela uma maturidade suficiente para ser a referência, para Piastri e para a equipa:
“Penso que o ponto importante é ter continuidade com Lando, ele mantém a referência”, disse Stella. E é uma referência que conhecemos muito bem, porque vimos e ajudamos no seu desenvolvimento. E houve certamente um desenvolvimento de um ponto de vista técnico, de um ponto de vista de pilotagem, de um ponto de vista da capacidade de corrida. Vai tornar-se também uma referência para o Oscar. E isto não é apenas em termos do desempenho do próprio Oscar, mas também da compreensão do carro”.
Stella salientou que, na F1 moderna, as equipas dependem fortemente de dados, embora os pilotos ainda desempenhem um papel no desenvolvimento.
“Vamos ter um carro novo, queremos melhorar algumas das coisas, e os pilotos são certamente importantes em relação a isso, embora a F1, ao contrário de alguns outros desportos, depende muito dos números. Em F1, os números dão-lhe uma ideia muito boa de qual é a sua competitividade. Com os pilotos, você lida com as subtilezas, a percentagem final do desempenho, por isso não teria muito medo. Se me derem bons números, eu aceito, mesmo que não tenhamos referências muito claras dos pilotos “.
Piastri começa agora um novo capítulo, mas a McLaren está confiante que tem o talento suficiente para ter sucesso, seguindo o seu caminho, sem ter de seguir em demasia os passos de Norris:
“A viagem que queremos fazer com o Oscar é também uma viagem independente. Ele é certamente muito talentoso. E queremos que ele use as suas referências, referências do carro, referências mesmo do que aprendemos com Daniel e assim por diante. Ele terá talento, processo e inteligência suficiente para encontrar o seu próprio caminho, tirando partido destas referências. Por isso, não estou nada preocupado com o facto de podermos perder este tipo de experiência em termos de comparação”.












