Num mundo de Fake News, filtros e exageros, uma boa dose de honestidade é sempre bem-vinda. E o Dacia Duster tem honestidade para dar e vender. Sem pretensões a ser mais do que é, o Duster mostra-se ao mundo sem vaidade, sem exageros. Olhando ao panorama atual do mundo automóvel, este é já um ponto a favor. Olhando mais ao pormenor, podemos constatar que Duster cresceu bem e tem agora outros argumentos.
No mercado desde 2010 ao preço de um citadino, o Duster veio abanar o segmento dos SUV. Com mais de 2 milhões de unidades vendidas, desde 2019, o Duster tornou-se num dos mais vendidos do seu segmento e os argumentos que apresenta são agora mais fortes.
A Dacia começou a ser apenas uma proposta de carros a preço muito mais acessível, com veículos baseados em produtos anteriores do Grupo Renault. Essa falta de alma era visível nos primeiros Sanderos, que interessaram apenas a clientes que procuravam uma solução menos onerosa para o seu transporte. Mas o tempo tem feito bem à Dacia, de tal forma que apesar da honestidade acima referida, conseguem surpreender com argumentos que não seriam, à partida, expectáveis. A renovação da imagem da marca também ajudou e o restyling trouxe pontos positivos.
Tenho de admitir que andava a “fugir” dos Dacia, por não apreciar o conceito e por desconfiar da fórmula. Mas a fuga terminou com o Duster, talvez o carro mais icónico da marca romena. Já me tinha sentado num Duster da geração anterior e não gostei do ambiente do carro, dos plásticos, talvez mais por preconceito, admito, faltando uma análise mais profunda. Mas com este contacto mais pormenorizado de cinco dias consegui entender o sucesso do Duster e perceber que esta nova geração é uma opção a ter em conta para quem pretende um SUV.










