Uma corrida muito encurtada, em que estivemos duas horas à espera para ver carros em pista. O GP do Japão não foi o melhor espetáculo para a F1, pois o caos das voltas iniciais não abona a favor da FIA e da competição. O vencedor foi Max Verstappen, que mostrou a sua clara superioridade à chuva, com 40 minutos de excelência e domínio por parte do neerlandês da Red Bull. Charles Leclerc não teve andamento para igualar Verstappen e foi pressionado por Sergio Pérez nas últimas voltas, num dos poucos duelos verdadeiramente interessantes. Leclerc falhou na entrada da última chicane e foi em frente, numa manobra que lhe permitiu ficar à frente de Pérez, mas que foi uma penalizada. A penalização de cinco segundos permitiu a Max Verstappen e à Red Bull fazer a festa do título acabou por ser feita no Japão.
A confusão é grande, pois não foram cumpridas 100% das voltas programadas e as contas iniciais não davam como possível o título do piloto da Red Bull na prova de Suzuka. Segundo o sistema de pontuação pensado para estes casos, Verstappen não iria receber a totalidade dos pontos, o que adiava a discussão do título, uma vez que mesmo com a penalização de Leclerc não parecia que o neerlandês pudesse ser campeão. Ainda se fazem contas, em estupefação, pois ninguém esperava que o título fosse entregue assim. A explicação poderá estar numa parte do regulamento, que diz que a distribuição de pontos para distâncias de corrida mais curtas aplica-se se a corrida não tiver sido retomada. Como a corrida foi retomada, temos pontos completos…por isso Max Verstappen é bicampeão.
Esteban Ocon foi quarto, defendendo-se de forma brilhante durante toda a curta corrida dos ataques de Lewis Hamilton, que fechou o top 5. Sebastian Vettel fez uma excelente operação e foi sexto, aproveitando uma paragem logo nas primeiras voltas, para trocar os pneus de chuva por intermédios. George Russell foi oitavo sendo suplantando por Fernando Alonso mesmo no final, Nicholas Latifi foi nono, pontuando pela primeira vez este ano e Lando Norris fechou o top 10.
Mas o grande tema de análise desta corrida será certamente o caso da grua que foi para a pista depois de um arranque caótico que motivou a saída de pista de Carlos Sainz, com condições muito complicadas para os pilotos e que provocou um grande susto a Pierre Gasly, que passou muito perto da grua (com um comissário em pista) a grande velocidade, quando esta se encaminhava para ir recolher o Ferrari #55. Os pilotos ficaram indignados com a decisão da direção de corrida e deveremos ouvir várias críticas nas próximas horas.










