O WEC começa em 2024 uma nova etapa da sua vida, numa fase em que a regulamentação Hypercar mostra os frutos muito desejados de uma mudança que inicialmente assustou, mas que acabou por se revelar acertada. Na próxima época teremos apenas duas categorias na grelha, os Hypercar e os LMGTD. Alguns pilotos mostraram-se contra essa mudança, defendendo a existência de mais classes.
As corridas de resistência sempre viram várias classes coabitarem na mesma pista, ao mesmo tempo, um desafio extra na gestão das corridas por parte das equipas e dos pilotos. Essa caraterística diferenciadora agora fica diluída pela necessidade de albergar mais marcas. Com apenas 37 vagas para o WEC e com a entrada em força de novas marcas no campeonato, os LMP2, que garantiram o interesse do mundial de resistência na penosa transição entre os LMP1 e os Hypercar, fora “despromovidos” para os campeonatos europeus e asiáticos de resistência.
Em declarações ao motorsport.com, Filipe Albuquerque reconheceu que não gosta muito desta mudança e que a existência de mais categorias é importante para o “filme” das corridas de resistência:
“O mais importante nas corridas de resistência e a razão pela qual as corridas de resistência são tão divertidas é porque uma volta nunca é igual à outra e o tráfego ajuda ambas as categorias. Os GTs usam o tráfego para obter vantagem e os protótipos usam os GTs para obter vantagem. Quanto maior for a confusão, [quanto mais] classes diferentes e quanto mais carros houver em classes diferentes, melhor será para a competição. Se se optar por menos carros, isso significa que se está a ir mais para uma forma de corrida de sprint, corridas de classe única que se tornam aborrecidas, porque quando se está a seguir alguém perde-se downforce. É por isso que as outras séries implementam o DRS para poderem passar numa reta. Bem, nós não temos DRS. Se ficarmos sem outros carros para lutar, talvez isso possa tornar-se um problema”.












