A Fórmula E vai alterar o formato de qualificação, com equipas e pilotos a fazerem pressão para que o atual formato seja modificado, no entanto tem sido difícil encontrar um consenso entre FIA, Fórmula E e equipas.
Lucas di Grassi, que esteve em destaque no último e-Prix, naquela manobra da Audi durante o Safety Car, deixou uma ideia no ar, completamente “fora da caixa”, como afirmou o piloto brasileiro ao Motorsport.com.
“O cenário de uma volta é provavelmente o pior de todas as possibilidades, por isso precisa de mudar. É preciso pensar completamente fora da caixa. A definição dos grupos ou alguma predefinição de qualificação será uma ‘drag race’ realizada uma semana antes do evento na cidade em que corremos. O que é preciso mostrar? Aceleração rápida. O que é que o público em geral compreende? Veem quem chega primeiro. Esse é o vencedor. Imagine-se um evento uma semana antes: London Bridge, Times Square, São Francisco. Levamos o carro até lá e com 100% de bateria, podemos fazer 100 arranques. Imagine-se que temos de fazer uma ‘drag race’, tracção às quatro rodas, 450kWh. O carro vai acelerar mais depressa do que um F1, por isso ninguém pode dizer que os carros são lentos. Depois use-se isso para definir para qualificação ou mesmo definir a grelha. Isto é algo completamente fora da caixa, que é o que a Fórmula E deveria ser. Pode-se fazer à noite, com luzes, pode-se fazer em lugares onde nunca seria possível fazer uma corrida, como em frente ao Palácio de Buckingham. Só são precisas paredes numa reta. Será sobre o tempo de reação dos pilotos e as diferenças serão muito pequenas. Depende do software, do hardware, de quanto se aquece os pneus… tantas variáveis. “











