Chegou a dizer-se que a saída do WEC terá sido o motivo pelo qual Félix da Costa resolveu sair da BMW, mas o piloto esclareceu a total abertura da marca no seu envolvimento no endurance:
“A saída do WEC não deixou ninguém feliz, nem a mim nem a eles. O objetivo era vencer Le Mans e passado um ano o projeto foi terminado. Mas não foi a saída do WEC ou a vontade de continuar que me levou a sair, pois a BMW sempre teve total abertura para que eu corresse no WEC, desde que não fosse por marcas concorrentes, como é lógico. Este projeto que abracei agora no WEC com a JOTA iria sempre acontecer, mesmo que estivesse na BMW”

“A DS foi rápida desde início”
Félix da Costa teve de esperar muito até ter a oportunidade de lutar pelo título. Competiu na Andretti que serviu de base para a entrada da BMW. Enquanto esperou pela marca bávara, teve de lutar com armas menos capazes. A entrada da BMW foi fulgurante, mas perdeu ímpeto ao longo do ano:
“No primeiro teste e na primeira corrida íamos sem qualquer tipo de expectativas. Mas embora tenhamos vencido a primeira e estivéssemos em boa posição para vencer a segunda, a DS já era a equipa mais rápida. Em Riade não vencem porque o Vergne tem um drive through e mesmo assim acaba colado a mim e em Marrocos não venceu por causa do incidente na curva 1. Eu e a equipa conseguimos maximizar o potencial disponível expecto naqueles oito minutos finais em Marrocos. Mas já nessa altura não éramos a equipa mais forte. No decorrer da época o ritmo de evolução não foi o ideal e as outras equipas continuaram a evoluir de forma muito forte. A HWA, por exemplo perdia um segundo por volta acabou por ir ao pódio. Não há como esconder, fomos algo ultrapassados em nível de performance. “
O incidente com Alexander Sims em Marrocos foi um dos pontos mais baixos do ano. A relação com Sims não saiu beliscada e todos na equipa admitiram as suas responsabilidades. A postura de Félix da Costa mostra bem a sua forma de estar no desporto:
“O relacionamento com o Alex [Sims] foi sempre óptimo e mesmo depois do incidente em Marrocos foi quase como se nada tivesse acontecido. Na corrida seguinte já brincávamos e pedíamos aos engenheiros para não nos colocarem juntos em pista. Foi uma situação gravíssima pois não defendemos os interesses da equipa, mas a equipa deveria ter tido outra postura e não deveria ter permitido aquela situação. Somos pagos para defender a marca e o símbolo que trazemos ao peito, mas o instinto e a vontade de ganhar fala sempre mais alto, tanto eu como o Alex temos essa vontade e por isso a probabilidade de algo correr mal aumentou e nessa altura deveria ter havido alguém que tomasse conta da situação e colocasse ordem. Admito que tive culpa assim como o Alex admitiu e a equipa também e esse episódio passou muito depressa. “
“Na altura fiz questão de assumir o meu erro porque sei os danos que uma situação destas traz para a equipa e não é justo para uma marca que te emprega pagar por este tipo de erros. Não representei da melhor maneira a marca e as minhas desculpas foram nesse sentido. Mas são coisas que acontecem nas corridas e embora tenham sido pontos importantes perdidos, doeu mais por exemplo os oito pontos no Mónaco do que estes. “












