Portugal teve uma excelente representação no FIA Girls On Track, iniciativa promovida pela Comissão de Mulheres no Desporto Automóvel da FIA, liderada por Michèle Mouton, em parceria com as federações de vários países – que envolveu 71 candidaturas de jovens dos 10 aos 16 anos.
Maria Germano Neto qualificou-se, no circuito francês de Paul Ricard, para a Final da categoria Júnior do FIA Girls on Track – Rising Stars, em colaboração com a Ferrari Driver Academy. A piloto portuguesa vai agora disputar a vitória com a suíça, Chiara Bättig, com a mexicana Ivanna Richards e com a sueca Milla Sjöstrand, no circuito italiano de Lonato, entre 22 e 24 de novembro, sendo a mais jovem de todas, com apenas 11 anos de idade, completados há dois meses, numa classe onde são permitidas candidatas dos 10 aos 13 anos.
Matilde Magalhães, a segunda piloto portuguesa no FIA Girls on Track – Rising Stars, qualificou-se para a segunda fase da categoria Sénior (dos 14 aos 16 anos). A jovem portuguesa – que em 2019 já alinhou nesta iniciativa da FIA – teve numa primeira fase de medir forças com outras 13 candidatas e conseguiu passar à segunda fase, juntamente com mais 7 pilotos.
Infelizmente a sorte não esteve ao lado de Matilde. Uma lesão no pulso impediu a jovem piloto de participar na segunda fase, ficando assim impedida de capitalizar o potencial que evidenciou, tendo sido uma das pilotos que mais evoluiu.
“Fui com o objetivo de dar o meu melhor e tentar superar me a mim mesmo, sabia que não ia ser fácil porque ia encontrar as melhores das melhores e tinha tido um ano de paragem.
Dei tudo o que tinha e o que não tinha, no dia da final dos karts, quando acabou a corrida, estava completamente morta, quando sai do kart achei que o meu corpo lá tinha ficado, mas a vontade de experimentar um F4 era maior que tudo e continuei a lutar. Veio o resultado e consegui -me apurar para as 8 finalistas. Tinha um sonho ali aos meus pés. Agarrei a oportunidade com toda a minha garra e força, comecei devagar pois era a minha primeira vez , mas rapidamente comecei a andar cada vez mais rápida e a melhorar bastante de treino para treino, no último de ontem ao fazer um pião magoei um pulso, mas mesmo assim não me dei por vencida .Hoje [ontem] era dia do tudo ou nada e eu queria muito lá estar para conseguir mostrar a minha evolução, mas mesmo tentando enganar toda a gente e dizer que não doía. Eles perceberam que algo havia de errado e depois de fazer vários testes decidiram que eu não poderia correr, foi um balde de água fria .chorei muito !!!! Mas saí de lá com mais vontade ainda de fazer melhor, e com a promessa deles que para o ano me querem lá outra vez.”
Resta dar os parabéns a estas duas jovens pilotos que mais uma vez provaram que há muito talento em Portugal.









