O país vive suspenso, à espera que o surto de COVID-19 possa ser controlado, uma espera que parece já longa, embora esteja apenas no inicio. As equipas e estruturas dedicadas ao desporto motorizado também sofrem com esta situação e Luís Veloso, chefe da conceituada Veloso Motorsport, não escondeu a sua preocupação:
“Vamos ter muitas dificuldades. Antes de mais, é um problema de saúde que deve ser resolvido, mas depois teremos um problema de sobrevivência financeira das nossas empresas, principalmente equipas que têm estruturas fixas, que trabalham no desporto automóvel, que fazem ralis, velocidade, TT. Com o inevitável cancelamento das provas, todos os projetos que tínhamos ficaram parados, e tal vai-se refletir no futuro ao nível de patrocínios para os nossos pilotos e clientes. Prevejo tempos muito difíceis no futuro. Estou bastante preocupado e já comuniquei isso ao presidente da FPAK e a voz dele é importante para que os nossos governantes percebam que o desporto não é só futebol. O futebol já reclamou apoios mas nós também precisamos. Também temos empresas, também pagamos impostos e temos postos de trabalho que devem ser garantidos. Temos de nos ajudar uns aos outros para tentar dar a volta a isto.”
O futuro será duro para as equipas, pilotos e organizadores, num desafio (mais um) que todos terão de enfrentar:
“Era importante as equipas falarem, unirmo-nos todos e e ajudarmo-nos mutuamente, mas também não há soluções milagrosas nesta fase. Temos que nos reinventar. Temos que dar a volta a situação tal como já fizemos no passado. Se me perguntar o que devemos fazer… É muito cedo para sequer pensar nisso. Mas teremos de enfrentar este desafio e tentar continuar com o desporto automóvel em Portugal, que tem muita tradição. “
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