Thierry Neuville venceu o Rali da Catalunha/Espanha, o seu segundo triunfo do ano, depois de ter encontrado a ‘chave’ a meio do dia de sexta-feira: “Sim precisamente, a diferença esteve nessa mudança. O meu engenheiro levou-me para uma mudança radical, foi uma boa decisão e o carro ficou imediatamente melhor e a partir daí eu consegui diminuir a subviragem que tinha sido dominante de manhã. Depois disso, senti-me bastante confortável e tivemos um bom rali, limpo e sem erros e isso levou-nos à vitória”, começou por dizer Neuville, que apanhou um susto antes da PowerStage: “Literalmente, o carro estava a arder. Fez algumas chamas, mas é um problema que enfrentamos várias vezes esta época, e que ainda não está resolvido. Por vezes, o carro recusava-se a pegar. Com um pouco de sorte, a dada altura, vai arrancar de novo, ou não. Então, a única maneira era empurrar o carro. Felizmente, desta vez, não estávamos longe do reagrupamento e o Martijn e eu conseguimos empurrá-lo para o reagrupamento e tivemos ajuda dos marshals. Havia suficientes para nos ajudar e dar-nos o apoio e o carro ligou-se”, explicou, antes de resumir a sua época: “Tivemos sete pódios em 11 ralis. Houve apenas um em que não pontuamos porque eu cometi um erro. Tivemos alguns problemas técnicos, no Quénia e isso custou-nos muitos pontos e também demos o máximo de pontos a Sébastien. Naquele momento, foi basicamente uma troca de 60 pontos. Foi um momento decisivo no campeonato. Depois tivemos problemas com a direção assistida na Grécia. No final, perdemos pontos importantes. Continuamos a forçar como equipa e demos tudo no carro.
Podíamos ter ganho no Quénia, e não estar no pódio aqui, por exemplo. Mas não podemos dizer, ‘se’. Há sempre alguém com mais sorte na vida. No final, pressionamos o máximo que podemos. Tínhamos um objectivo e alcançámo-lo por vezes. Pelo menos, nunca desistimos”, disse Neuville que se referiu às questões de fiabilidade para 2022: “Definitivamente, para ganhar um campeonato precisas de um carro fiável, e essa foi a força do nosso carro nas duas épocas anteriores, quando ganhámos os Construtores. Este ano perdemo-la. Vimos muitas vezes um Hyundai abandonar quando liderava. Há várias razões e por vezes não houve qualquer razão, simplesmente aconteceu. Como mencionei, levantamos a cabeça e continuamos a tentar. Comprometi-me por mais três anos e estou convencido que com o novo carro é que vai ser…”










