A Toyota dominou completamente o rali de neve e ocupou as quatro primeiras posições da classificação geral final, deixando a Hyundai sem capacidade de resposta ao longo de todo o fim-de-semana. Os pilotos da marca coreana ocuparam apenas as posições seguintes — Adrien Fourmaux foi quinto, Esapekka Lappi sexto e Thierry Neuville sétimo — evidenciando limitações estruturais do Hyundai i20 N Rally1, sobretudo em condições de baixa aderência. A equipa admite que o problema não pode ser resolvido rapidamente e que as melhorias dependerão de desenvolvimento técnico e novos testes.
Apesar das dificuldades, Neuville conseguiu o melhor tempo na Power Stage final, garantindo pontos adicionais importantes. No conjunto do rali, porém, a Toyota venceu 15 especiais contra apenas duas da rival. A Hyundai espera evoluir progressivamente ao longo do ano e aponta à recuperação na próxima prova do Mundial, o Rali Safari do Quénia.
“Podemos melhorar um pouco e disfarçar o problema, mas no quadro geral não é algo que possamos simplesmente eliminar”, afirmou Andrew Wheatley, diretor-desportivo da Hyundai, ao Delfi. “Estamos a trabalhar arduamente no programa de testes, mas tudo leva tempo, e testar peças novas de automóveis também leva tempo. Sabemos que em condições estáveis a velocidade é melhor, mas agora precisamos de esconder a limitação enquanto trabalhamos”, acrescentou.
“O problema é que a Toyota é muito rápida e tem quatro pilotos muito fortes, além de correr praticamente em casa”, explicou. “Foi um fim-de-semana difícil, mas o desempenho do Thierry e do Martijn na Power Stage deu-nos pontos importantes para o futuro. Estamos preparados para trabalhar duro e reagir no Quénia”, concluiu Wheatley.











