O Ferrari SF-26 tem deixado indicações promissoras nos testes de pré-temporada e começa a ser apontado no paddock como possível surpresa da época de 2026.
Nos primeiros dias de ensaios, o monolugar destacou-se não apenas pela competitividade relativa, com Lewis Hamilton em evidência em Barcelona e Charles Leclerc no Bahrein, mas sobretudo pela elevada fiabilidade. A equipa percorreu uma distância equivalente a cerca de 14 Grandes Prémios sem falhas mecânicas relevantes, apresentando ainda velocidades máximas consistentes e um procedimento de arranque particularmente eficaz.
Para a última sessão de testes, a Ferrari prepara evoluções importantes, incluindo uma nova unidade motriz, alterações aerodinâmicas e uma segunda especificação de caixa de velocidades, já próxima da configuração definitiva para a temporada. A transmissão tornou-se um elemento crítico com os novos regulamentos, que exigem reduções agressivas para gerar energia elétrica através do motor e do turbo.
Outra particularidade técnica é a utilização de um turbocompressor mais compacto do que o de alguns rivais, solução pensada para reduzir o atraso na resposta e otimizar a utilização da energia elétrica nas retas, além de favorecer as partidas. Esta escolha poderá trazer benefícios em aceleração, embora possa penalizar o desempenho em circuitos de grande altitude.
O comportamento mais previsível da nova geração de carros poderá ainda se adaptar ao estilo de condução de Hamilton, tradicionalmente menos confortável com a anterior fase do efeito de solo.
Foto: Philippe Nanchino /MPSA











