Ao contrário do que fez Tanak, quando saiu da Toyota para a Hyundai, Esapekka Lappi percebeu que na Toyota dificilmente mudaria muito o seu status na equipa, o piloto que partilhava carro com Ogier, pelo que esse é um ponto a favor de Lappi: vai à luta, e ainda tem vontade de provar que é capaz de mais do que tem mostrado nos últimos anos.
Já todos percebemos que não é um super-piloto, mas já o vimos fazer super-ralis.
Na Hyundai, vamos ver como se adapta, é preciso dar-lhe esse tempo e depois perceber o que é capaz de fazer. Talvez seja pedir demais pensar que pode substituir sem que se notem diferenças, Ott Tanak. Não. Tanak é um super-piloto, Lappi é apenas um bom piloto, capaz de num bom fim de semana, dominar um rali.
Mas agora tudo vai depender de como se adapta à equipa e ao carro. Para além disso, tem na equipa um piloto muito ‘político’, Neuville, essa será também uma ‘trama’ boa de seguir porque Lappi também não tem papas na língua. Recordamos que o ano passado na Toyota alcançou dois pódios. Vamos ver este ano: “A recepção da equipa foi muito calorosa. Passei alguns dias a testar o Hyundai i20 N Rally7 Hybrid, e foi uma surpresa positiva sentir-me tão à vontade tão rapidamente. Sinto que estamos à frente de onde esperava que estivéssemos nesta fase e estou ansioso por começar.
Preciso do meu tempo para compreender ainda mais o carro e a equipa, mas estamos numa boa posição para a primeira ronda. E também é preciso pensar no panorama geral, pois há ralis onde sou muito forte, e há outros onde não tenho experiência. Este ano apresenta alguns desafios, mas em termos gerais estou entusiasmado com o calendário.
Este é um ano interessante, pois estamos a lutar contra alguns pilotos muito competitivos e penso que será mais equilibrado do que na época passada. Estou entusiasmado por ajudar a Hyundai Motorsport a tentar obter títulos em 2023″.









