Teemu Suninen (Toyota GR Yaris Rally2) assumiu o controlo da luta pelo WRC2 na manhã de sábado do Rally de Portugal e chegou ao final da sequência de especiais com 19,3 segundos de vantagem sobre Jan Solans (Skoda Fabia RS Rally2), enquanto Yohan Rossel (Lancia Ypsilon HF Rally2) consolidou o terceiro lugar, a 20,7 segundos da liderança. Mais atrás, Roope Korhonen (Toyota GR Yaris Rally2) seguia em quarto, a 9,2 segundos do francês, e Andreas Mikkelsen (Škoda Fabia RS Rally2) mantinha-se no quinto posto, num pelotão que voltou a reorganizar-se num curto espaço de especiais.
A mudança de hierarquia construiu-se de forma progressiva ao longo das classificativas da manhã. Na primeira especial do dia, correspondente à PEC11, Suninen foi o mais rápido entre os homens do WRC2 a entrar em ação e começou por ganhar terreno a Yohan Rossel na luta pelo terceiro lugar provisório. Na frente, Jan Solans ainda preservava cerca de três segundos de margem sobre Korhonen, mantendo o comando num momento em que a discussão pela vitória permanecia em aberto.
Solans resistiu, mas Suninen mudou o rumo da manhã
A resposta de Solans surgiu na PEC12. O espanhol não se limitou a defender a liderança: foi mesmo o mais rápido da categoria, superando Suninen por escassos décimos e reforçando a ideia de que tinha argumentos para continuar na frente. Nessa mesma especial, Rossel perdeu rendimento de forma inesperada e caiu para 15 segundos da liderança, enquanto Eliott Delecour cedia mais de quatro minutos devido a um furo, comprometendo a recuperação que procurava depois de partir do 11.º lugar provisório.
A partir daí, porém, a tendência mudou. Na PEC13, Suninen destacou-se claramente da concorrência, foi mais rápido do que todos os rivais directos e passou para a liderança do WRC2 com mais de cinco segundos de vantagem sobre Solans, até então primeiro classificado. Rossel, depois do recuo anterior, voltou a aproximar-se e encurtou diferenças para Korhonen na luta pelos lugares do pódio.
Condições difíceis favoreceram o finlandês
A PEC14 confirmou a viragem. Suninen voltou a mostrar-se especialmente confortável nas condições encontradas e aumentou a distância para Solans, abrindo uma vantagem que, no final da manhã, se fixava nos 19,3 segundos. Ao mesmo tempo, Rossel aproveitou para reentrar com força na discussão pelo segundo lugar, aproximando-se de Solans até apenas 1,4 segundos antes de a classificação consolidada o fixar no terceiro posto, a 20,7 segundos do líder.
A evolução do troço também ajudou a explicar algumas diferenças. Fora da luta principal, Gus Greensmith foi o mais rápido da especial, à frente de Alejandro Cachón, mas ambos já tinham abandonado na véspera e regressado em condições regulamentares distintas, sem influência directa na discussão pela vitória do WRC2.
Top 5 volta a comprimir-se antes da tarde
Com Suninen agora destacado, a luta desloca-se sobretudo para os lugares seguintes. Solans continua em segundo, mas Rossel surge logo atrás, pronto para aproveitar qualquer oscilação, enquanto Korhonen e Mikkelsen permanecem suficientemente próximos para manter pressão sobre o top 3. Num rali em que as diferenças já mudaram várias vezes desde sexta-feira, a segunda metade do dia apresenta-se decisiva para perceber se o finlandês consegue transformar a vantagem conquistada numa candidatura firme ao triunfo na categoria.












