WRC, Rali de Portugal: quatro separados por 8.1s…
“Quem não arrisca, não petisca” ou “quem não chora, não ‘mama’”, são duas expressões portuguesas que explicam o que se passou esta manhã quando Oliver Solberg saltou de quarto para primeiro num só troço. No final da manhã, Ogier disse que “fiquei surpreendido, a minha abordagem nunca é assumir o máximo de riscos. Mas nessas condições, correr riscos pode fazer diferença, mas eu certamente não esperava uma diferença tão grande”, admitiu Ogier. Oliver Solberg pensou diferente, e “quem arriscou, petiscou…”
Mais chuva é esperada para a ronda da tarde…

Oliver Solberg entrou para a derradeira classificativa da manhã de sábado no quarto lugar e saiu de Paredes como novo líder do Vodafone Rally de Portugal, após ser o mais rápido numa especial marcada pela chuva e por condições de aderência em constante mudança.
O piloto da Toyota venceu a SS14 por 7,2 segundos e passou, de uma só vez, por Sébastien Ogier, Thierry Neuville e Sami Pajari, chegando ao reagrupamento do meio-dia com apenas 0,5 segundos de vantagem sobre Ogier, enquanto Neuville ficou a 2,6 segundos do comando.
A reviravolta consolidou uma manhã em que a classificação esteve em aberto desde o primeiro troço do dia. Ogier começara sábado na frente, com 3,7 segundos de vantagem sobre Neuville, mas viu essa margem encolher logo em Felgueiras, onde Pajari assinou o melhor tempo e o belga, apesar de um motor abaixo, retirou 2,0 segundos ao francês. A diferença caiu então para 1,7 segundos, antes de Ogier reagir em Cabeceiras de Basto, recuperando 3,3 segundos num troço cada vez mais cavado e irregular, sobretudo na parte final.
Paredes decidiu a manhã
Ogier ainda reforçou a liderança em Amarante, já com chuva ligeira a surgir para os últimos pilotos na estrada. Mesmo sem evitar por completo as dificuldades, o francês foi o segundo mais rápido, apenas batido por Solberg, e chegou a ampliar para 8,1 segundos a vantagem sobre Neuville. No final desse troço, Ogier advertiu que a secção sinuosa final era “onde se podem fazer diferenças” e antecipou que a segunda passagem seria ainda mais dura.
A previsão confirmou-se em Paredes. A chuva intensificou-se antes da partida para os 16,09 quilómetros da especial, transformando o troço numa mistura instável de zonas secas, húmidas e polidas, onde o nível de aderência variava de curva para curva. Solberg foi quem melhor leu esse cenário e construiu ali a prestação decisiva da manhã. “Foi uma especial horrível. O ritmo foi aceitável e consegui perceber a aderência. Gosto da chuva, por isso pensei: vamos tentar”, disse o sueco, depois de assumir a liderança da prova.
Ogier surpreendido, Neuville e Pajari cedem terreno
A dimensão da investida de Solberg percebe-se nos números. Pajari perdeu 10,5 segundos para o colega de equipa e caiu de terceiro para quarto da geral. Neuville cedeu 13,1 segundos, enquanto Ogier concedeu 19,1 segundos e viu fugir uma liderança que parecia consolidada depois de Amarante. No final, o francês não escondeu a surpresa: “Incrível. Tive a sensação de que fiz o meu melhor. É impressionante. Honestamente, não sei como é possível.”
Atrás do trio da frente, Adrien Fourmaux seguia no sexto lugar, a 29,5 segundos do comandante, depois de uma manhã mais consistente do que a tarde de sexta-feira. O piloto da Hyundai venceu Cabeceiras de Basto e mostrou-se satisfeito com a exibição em Paredes, embora mantenha sob vigilância um bloqueio momentâneo do motor no final de Amarante. Takamoto Katsuta ocupava a sétima posição, encorajado por alterações no carro que lhe devolveram confiança, enquanto Dani Sordo, oitavo, reportou um problema de transmissão na especial de Paredes.
M-Sport resiste e Armstrong fecha top 10
Josh McErlean seguia em nono para a M-Sport Ford, com Jon Armstrong a completar o top 10 depois de nova prestação sólida. O britânico assinou o terceiro melhor tempo em Paredes, mesmo continuando a gerir as sequelas físicas da falha de direção assistida sofrida na véspera. A tarde repete as mesmas quatro especiais de terra, antes da superespecial de Lousada encerrar o dia, num rali que entrou definitivamente numa fase de alta instabilidade competitiva
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