Rui Madeira ‘matou saudades’ no Mitsubishi Lancer Evo III: “Concentrámo-nos mais no espetáculo”

Por a 18 Setembro 2019 15:19

Rui Madeira fez parte da mini-comitiva portuguesa que se deslocou ao Vosges Rallye Festival, estreando-se na prova francesa onde brilhou ao volante do Mitsubishi Lancer Evo III (em tudo igual ao que se sagrou “Campeão do Mundo” de Grupo N, em 1995. Ao seu lado, desta feita, Nuno Rodrigues da Silva cedeu o lugar a Pedro Ortigão, numa dupla que mostrou, em terras francesas, tanto de simpatia como de eficácia dentro do carro nipónico.

Para Rui Madeira “foi uma participação interessante pois é sempre positivo quando podemos reviver os velhos tempos, num espírito de descontração. O ambiente do rali era engraçado, embora tenham decorrido algumas falhas com atrasos que não faziam muito sentido, que, inclusive fizeram com que tínhamos acabado por nem sequer subir ao pódio final, o que foi pena. Contudo, sem dúvida, que foi mais uma experiência positiva pois permitiu estar com outros pilotos e equipas da minha geração, num ambiente relaxado, próprio deste tipo de provas”.

Na verdade, acrescenta Madeira, “os troços eram rápidos (alguns faziam parte do antigo Rali de França do WRC), mas feitos no sistema de ‘boucles’ (rondas), o que era extraordinariamente positivo para os espectadores que viam os pilotos a passar três vezes sem terem que se deslocar do mesmo sítio. Para além disso, nestes troços havia sempre a camaradagem e os pilotos mais lentos facilitavam as ultrapassagens aos mais rápidos. Sem a pressão do cronómetro, acabamos por concentramos-nos mais no espetáculo, com o meu navegador Pedro Ortigão a adaptar-se bem às suas funções e a viver em pleno, tal como eu, o espírito do rali”.

Quanto ao Mitsubishi, o carro que ainda mantém o logo publicitário do AutoSport da década de 90, acabou por fazer uma prova ‘limpa’, à exceção de alguns problemas de travões, que nos obrigaram a ter que sangrar o sistema, mas, ainda assim, não muito graves”.

Claro que o Mitsubishi Lancer, por todo o seu simbolismo, era o carro que melhores recordações trazia ao piloto de Almada, mas o facto de existirem outros “excelentes carros” na prova também serviu para aguçar o apetite de Madeira! Quando se tem um Peugeot 205 T16 Evo2 ex-Peugeot Sport/Kalle Grundell a partir todos os troços à frente, é impossível ficar, emocionalmente, indiferente! Segundo o piloto português, “de facto, esse 205 T16 Evo2 era e é carro fantástico, acabado de reconstruir com todas as especificações da época, e que por isso foi mesmo, bem posso dizer que foi mesmo o carro que mais me impressionou durante todo o rali”. Quem sabe se um dia Madeira voltasse aos comandos de um “certo” Toyota Corolla WRC ex-Grifone, as emoções não seriam ainda ultrapassadas…

Colocar o RallySpirit Altronix no mapa dos Rally-Legends europeus

Mas para além de piloto, de reconhecidos méritos internacionais, Rui Madeira também assumiu no Vosges Rallye Festival o papel de embaixador do RallySpirit Altronix, prova que se tem afirmado cada vez mais no panorama dos Rally-Legends. Nessa função, Madeira revelou que “foi positivo ter ajudado a promover o RallySpirit Altronix, um rali que já começa a ter também visibilidade internacional e que a qualidade é, em muitos aspetos, até já superior a este Vosges Rallye Festival”.

Para Pedro Ortigão, o navegador de ocasião de Rui Madeira e um dos principais responsáveis pelo RallySpirit Altronix, agendado para 8, 9 e 10 de novembro, a experiência também não podia ter sido mais positiva devido a inúmeros fatores: “em primeiro lugar porque foi possível participar num dos Rally-Legends de referência europeus. Depois porque foi também um honra navegar o Rui Madeira, que, para além de um amigo e um piloto muito talentoso, é também um ídolo da minha juventude. Por último, mas não menos importante porque permitiu divulgar internacionalmente o RallySpirit Altronix e perceber a aceitação que prova portuguesa já tem a nível internacional e entre muitos concorrentes que, estou convicto, nela participarão no futuro”.

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