Um dos pontos altos da super especial de Lisboa foi o sucedido com o polaco Michal Kosciuszko, que guia aqui o Mini WRC da Motorsport Italia, a mesma equipa que assistiu Armindo Araújo o ano passado.
Como tem vindo a ser habitual, o carro tem uma fiabilidade muito fraca, e ontem em Lisboa nem o sistema que mantém o capot fechado resistiu, tornando o polaco na grande sensação da Super Especial de Lisboa.
O piloto do Mini John Cooper Works WRC conseguiu uma proeza que não é para qualquer um perante os cerca de 40.000 espectadores que fizeram questão de marcar presença na Praça do Império em Lisboa. Num dos saltos o polaco viu o sistema de retenção do capô falhar e teve de fazer grande parte do 3,27km do percurso praticamente com visibilidade, já que o componente que cobre a baía do motor do Mini ficou encostado ao vidro frontal. Sem levantar, muito, o pé Michal aproveitou ao máximo as notas de Maciej Szczepaniak e o pouco espaço de vidro desimpedido para assinar um surpreendente 24º tempo e, com isso, terminar o dia na nona posição.
“No geral, tivemos um primeiro dia forte e estamos contentes por entrarmos no Parc Fermé da noite em nono da geral,” começou por adiantar o navegador Maciej. “O nosso objectivo era o Top 10, pelo que bom apresentar um tempo tão forte na PEC 1 e terminar em oitavo. As primeiras quatro especiais correram bem, tirando um pequeno pião no terceiro troço. Depois de algumas lutas, foi bom chegarmos à Super-Especial em oitavo.”“Infelizmente, a curta tirada de 3,27km, que normalmente é muito divertida, foi o maior desafio do dia! Na primeira volta à especial de asfalto de Lisboa, o nosso capô abriu-se aquando do salto e ficou a tapar-nos o vido. O Michal fez a volta e meia que ainda faltava meio cego! Por sorte, só nos custou uns dez segundos, mas isso também acabou por contribuir ao Prokop passar para nossa frente na geral.












