Se na primeira das três especiais João Silva já havia perdido algum tempo, nas duas seguintes, o dia do jovem português piorou bastante após duas saídas de estrada, tendo mesmo de receber ajuda de espectadores para regressar ao percurso, embora sem danos de maior para o Ford Fiesta R2.
Ontem, à chegada ao Estádio Algarve, João Silva estava apesar de tudo conformado com o facto de ter conseguido chegar ao final da etapa, afirmando que “foi como um pesadelo, tentar não perder muito tempo nas condições que encontramos e para as quais assumo que não estava de todo preparado. Nunca tive de enfrentar especiais á noite e na terra, e tivemos muitos momentos de visibilidade totalmente nula, motivando as nossas saídas de estrada e alguns sustos. Foram sem dúvida os momentos mais difíceis que já tive de enfrentar num rali e não imaginam a quantidade de outros concorrentes que fomos passando pelo percurso. Foram momentos quase inacreditáveis.”
“Tenho ainda assim de estar satisfeito por estarmos ainda em prova, pois o resultado poderia ter sido bem diferente para pior. Serviu para eu perceber que no futuro terei de adaptar o meu sistema de notas a este tipo de condições, melhorando a forma de referências que uso para classificativas noturnas. Simplesmente nunca tive de enfrentar tais dificuldades, e dei mais um passo para evoluir, aprendendo infelizmente com consequências ao nível da nossa classificação, mas ainda falta muito para o final do rali e amanhã não vou deixar de me aplicar ao máximo em função do dia de hoje.”










