Hannu Mikkola pilotou pela Ford, Toyota, Audi, Mazda e Subaru no Campeonato do Mundo de Ralis. Deu eu os primeiros passos numa época de puro amadorismo, atingiu o estrelato nos anos do Grupo 4, foi um dos protagonistas dos Grupo B (vencendo o campeonato em 1983) e acompanhou a rápida escalada de velocidade das máquinas de Grupo A.
O finlandês, ao AutoSport, deu a sua opinião sobre os ralis de hoje: “Infelizmente a tecnologia evoluiu demasiado e perdeu-se aquele lado dramático dos ralis. Nos anos 80 lutávamos para manter os carros na estrada, hoje os carros vão muito mais rápidos, mas parecem colados à estrada, os pilotos não parecem tão excitados como nós estávamos e a filosofia deste desporto é, hoje, bem diferente”.
“Não se conduz à noite, reclama-se porque está a chover, porque há pó, e caminhámos para uma competição mais próxima das corridas em pista e mais afastada da génese dos ralis. Por isso, aquelas imagens dos pilotos extenuados à beira da estrada, durante as assistências fazem parte do passado”.
“Tecnicamente, as coisas não eram tão eficientes, e eu desisti em cerca dos 40% dos ralis que fiz. Hoje conduz-se em especiais que se repetem, adota-se o mesmo ritmo em todas elas e não há diferenciação entre os troços ou entre os ralis de cada país. As coisas estão definitivamente diferentes…”











