O motorsport italiano e mundial está de luto. Alex Fiorio, antigo piloto de ralis e uma das figuras da era dourada da Lancia, morreu esta segunda-feira, 17 de agosto de 2026, aos 61 anos, em Ceglie Messapica, na região da Puglia. Lutou contra um cancro no estômago diagnosticado poucos meses antes, com a determinação que sempre o caracterizou. A confirmação da notícia partiu da própria família, que emitiu um comunicado: “Alex Fiorio já não está entre nós: um mal incurável, que o atormentava há alguns meses, tirou-lhe a vida”.
Uma carreira ligada à Lancia
Nascido em Turim a 10 de março de 1965, Alessandro “Alex” Fiorio era filho de Cesare Fiorio, uma das figuras mais influentes da história do motorsport italiano, que dirigiu a Lancia nos ralis como diretor-desportivo, e mais tarde assumiu o mesmo cargo na Ferrari em Fórmula 1, entre março de 1989 e o início de 1991. Foi precisamente à sombra dessa herança automobilística que Alex construiu o seu próprio percurso, competindo entre 1986 e o início dos anos 2000.
O ponto mais alto da carreira chegou em 1987, quando se sagrou campeão do mundo no Grupo N ao volante de um Lancia Delta, e depois em 1989, ano em que terminou vice-campeão do Mundial de Ralis (WRC), atrás do companheiro de equipa Massimo “Miki” Biasion. Um ano antes, em 1988, tinha já terminado no terceiro lugar da classificação absoluta de pilotos, confirmando-se como um dos melhores especialistas do asfaltado do seu tempo.
A doença e a despedida pública
A 8 de junho de 2026, Fiorio revelou publicamente o diagnóstico num vídeo partilhado nas redes sociais: um tumor na válvula do estômago, descoberto poucos dias antes. Pediu explicitamente que não lhe enviassem mensagens de apoio ou compaixão, mantendo até ao fim a postura pragmática e combativa que o definiu em pista, e admitiu que poderia afastar-se temporariamente da vida pública para se concentrar no tratamento. Segundo relatos posteriores à sua morte, Fiorio combatia a doença “há já algum tempo” antes do desfecho final.
Foto: acisport.it









