O Freita Mythic Rally Stage foi apresentado oficialmente em Arouca e vai colocar de novo a mítica classificativa da Freita no centro do desporto automóvel português, com um evento marcado para 24 e 25 de abril que reunirá cerca de 50 viaturas históricas no Arouca Geopark. A iniciativa, promovida pela XRacing com apoio do Município de Arouca e coordenação desportiva do Targa Clube, propõe uma recriação evocativa de um dos troços mais emblemáticos da história dos ralis em Portugal.

Regresso de um troço histórico
A especial da Freita integrou por 17 vezes o Rali de Portugal, nas edições TAP e Vinho do Porto, e passou também por provas do Campeonato Nacional de Ralis e do Open de Ralis, consolidando-se como um dos percursos mais marcantes da modalidade. Reconhecida pela exigência técnica, pela diversidade de pisos e pela exposição a condições atmosféricas variáveis, a classificativa manteve-se na memória de pilotos e adeptos como um dos palcos mais duros e simbólicos dos ralis nacionais.
Programa entre memória e espetáculo
O evento arranca a 24 de abril com exposição das viaturas no centro histórico de Arouca e uma tertúlia dedicada à história da classificativa, antes da partida simbólica durante a noite. No dia 25, o programa atinge o ponto alto com três passagens pela Freita, numa versão de cerca de 20 quilómetros, com passagens pelo parque de assistência e encerramento previsto para o final da tarde, num formato de exibição sem pressão classificativa.
Um “museu vivo” na estrada
A organização apresenta o Freita Mythic Rally Stage como uma experiência de proximidade entre equipas, máquinas e público, assente na presença de carros históricos em contexto de estrada e não apenas em exposição estática. A edição inaugural deverá juntar viaturas ligadas a várias épocas dos ralis, reforçando a dimensão evocativa de um projeto que pretende valorizar a memória coletiva da modalidade.
Arouca liga ralis e território
A presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, afirmou que “o Arouca Geopark é um território de emoções fortes, onde a natureza e a adrenalina convivem em perfeita harmonia”, sublinhando que o evento procura “resgatar o misticismo” da classificativa da Freita. A autarca defendeu ainda que a iniciativa é mais do que uma homenagem ao passado, assumindo-se como afirmação da identidade local e da capacidade da Serra da Freita para acolher eventos com projeção duradoura.
Pedro Ortigão, responsável da XRacing, enquadrou a prova como o arranque do projeto Mythic Rally Stage, destinado a recriar classificativas históricas e a devolver carros emblemáticos aos palcos que ajudaram a construir a sua história. O promotor sustenta que a Freita é o primeiro capítulo de uma iniciativa que pretende cruzar máquinas, território e memória, abrindo um novo ciclo com raízes profundas no passado dos ralis.










