FPAK ajusta regulamento técnico para equilibrar competitividade nos ralis regionais. No regulamento técnico de 2025 existiram mudanças com foco em equidade e competitividade
Já é conhecido o regulamento técnico dos campeonatos ‘regionais’ de ralis em Portugal, mantendo-se as diferenças há muito existentes entre as competições do continente e ilhas. Nestas últimas correm todo o tipo de viaturas, com ou sem homologação, mas nas provas continentais mantêm-se as limitações, mesmo que agora mais permissivas, pois passam a contemplar, por exemplo, R5 de primeira geração. A regulamentação desportiva, quando for publicada, irá oficializar o facto dos R5 poderem pontuar para os campeonatos.
Poprtanto, já são conhecidos os Regulamento Técnico dos Campeonatos de Ralis Açores /Madeira /Promo /Norte /Centro /Sul e SE 2025, e assim de repente, destaque para o facto dos R5 de primeira geração, como por exemplo o Ford Fiesta R5, Citroen DS3 e o Peugeot 208 T16 passam agora a poder correr nas competições de ‘regionais’, que como se sabe mudaram de novo de nomemclatura. Mantém-se o Campeonato Promo de Ralis, nas regressam os Campeonatos Norte, Centro e Sul de Ralis, ao invés dos ‘Start’, que induziam em erro, pois nunca foram rampa de lançamento. Quem pensou que poderia servir para o arranque de carreira de jovens pilotos, enganou-se…
Outra boa novidade é o facto do restritor dos 4×4 turbo passar a 36 mm, o que é claramente uma medida que visa possibilitar que os Mitsubishi Lancer evo, e há para aí muitos a corrier, possam manter-se competitivos, face aos R5 que chegam agora aos regionais, em termos de poder pontuar nos campeonatos.
Olhando para o regulamento salta de imediato à vista o ponto 1.1.1 das disposições gerais, em que a “A FPAK reserva-se o direito de acompanhar o desenrolar das provas e ao abrigo do Art.º 2.5 das PGAK e 18.2.2 CDI, equilibrar as performances das viaturas participantes nos Campeonatos Promo, Norte, Centro, Sul,
Açores e Madeira de Ralis, alterando este Regulamento Técnico, em pontos tais como, alterar medida de restritores, pesos, integrar sistema PopOff, e outros que entenda necessários, de forma a tornar o Campeonato mais competitivo.”
Ou seja, com este ‘parágrafo’ a FPAK irá intervir caso perceba que estas novas medidas redundaram numa balança desequilibrada.
Em teoria é uma boa medida, mas é sempre mau se houver necessidade de alterar as regras a meio do jogo. Percebe-se a maior importância da competitividade nas provas, e querer impedir que qualquer carro se destaque largamente em termos competitivos, porque a ideia é que os carros tenham andamentos equilibrados e sejam os pilotos a fazer a diferença.








