“Tive uma longa convesa com ele na ilha (ndr, Phillip Island) e ele disse-me que apesar de toda a gente pensar que a fábrica faz constantes modificações ao longo do ano, isso está longe de ser verdade. Ele disse que nas duas últimas épocas a moto não teve qualquer evolução séria depois da época começar. Basicamente, aquilo com que começam é aquilo com que acabam. Inacreditável!”, comentou Gardner. “Ele disse que a Ducati simplesmente não tem o budget ou a mão-de-obra para responder aos problemas que foram surgindo durante a época.”
Estas declarações de Gardner surgem pouco depois de Stoner ter admitido publicamente que Filippo Preziosi, o diretor-técnico da Ducati Corse, simplesmente não tem recursos para explorar todas as suas ideias ou desenvolver programas paralelos. È um facto que a Ducati é um construtor de dimensão muito inferior aos gigantes japoneses, mas as palavras de Stoner e Gardner não deixam de causar surpresa. O fato de a Marlboro (Phillip Morris) alegadamente pagar os vencimentos dos pilotos deveria permitir à Ducati ter meios suficientes para desenvolver eficazmente a sua moto, o que, a acreditar em Stoner, não acontece.
Entretanto, o piloto australiano – que venceu três das últimas quatro corridas – também revelou que continua a ser afetado por problemas físicos no pulso e no ombro esquerdos. Para aliviar o problema, a Ducati mudou a posição de condução de Stoner na Desmosedici – recuando-a e obrigando o piloto a esticar-se mais no assento -, mas o ex-campeão do Mundo falou das dificuldades que tem sentido numa entrevista ao site motomatters.com. “Basicamente, não tenho a mesma mobilidade depois do agrafo que me colocaram no pulso. O agrafo simplesmente limita a minha mobilidade em muitas áreas. Além disso, o meu ombro esquerdo está destruído no final de cada corrida”.
Ricardo S. Araújo











