Rui Gonçalves não teve vida fácil na oitava prova do Campeonato do Mundo de Motocross, que este fim de semana visitou o Circuito de Ernée na Zona Noroeste do território francês. Depois do cancelamento do Grande Prémio do México Rui Gonçalves aproveitou o este interregno forçado no Mundial para testar algumas evoluções técnicas na sua moto no sentido de ganhar um motor mais utilizável e uma ciclística aprimorada.
Durante o sábado o piloto luso voltou a mostrar um andamento francamente vivo obtendo boas marcas nas sessões de treinos e o oitavo posto na manga de qualificação, que dava boas indicações para as corridas de domingo apesar de ter evitado “in extremis” uma queda no salto da meta fruto das condições difíceis e traiçoeiras do circuito gaulês.
Na primeira manga de domingo Rui Gonçalves conseguia capitalizar o seu posicionamento na grelha para conseguir rodar durante onze voltas no oitavo posto num interessante despique com Davide Guarnieri e Davide Phillipaerts. Todavia atrás de si vinham Max Nagl e Tommy Searle que aproveitavam uma breve distração do piloto KTM que passaria a ocupar o 10º posto, posição em que viria a terminar esta manga.
A manga final do dia iria ser disputada perante um plateia de mais de 39.000 espectadores mas o início da prova seria marcada por uma queda colectiva que apanhava Rui Gonçalves desprevenido. Mesmo sentindo fortes dores no joelho Gonçalves voltava aos comandos da sua moto e, vindo dos confins da tabela classificativa, subia lugar atrás de lugar para vir a terminar esta corrida no 12º posto da geral. O próximo Grande Prémio disputa-se no dia 16 de Junho em Itália/Maggiora
Rui Gonçalves: “Tinha algumas expectativas para este Grande Prémio pois é um circuito técnico e do qual gosto muito. Estive sempre muito confiante durante o sábado, isto apesar de ter apanhado um enorme susto na manga de qualificação no salto da meta. No domingo as coisas até começaram relativamente bem na primeira manga mas na segunda corrida a queda logo a seguir à partida deitou-me por terra e na altura o dei um impacto muito forte com a perna. De imediato senti uma dor aguda na zona do joelho mas cerrei os dentes e dei o máximo com o intuito de terminar a prova. No fim nem consegui sair da moto tais eram as dores na perna e no joelho. Ontem fiz exames médicos que confirmam uma lesão no túnel que se faz no planalto tibial aquando da Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior, uma lesão antiga. Embora o ligamento tenha aguentado o impacto tenho uma forte inflamação no osso que me impede de colocar a perna no chão. Neste momento está tudo em aberto em relação ao Grande Prémio de Maggiora. Se as melhorias forem visíveis nos próximos dois dias irei tentar alinhar caso contrário terei de recuperar a 100% para a Suécia.”
Classificação: 1. Antonio Cairoli (ITA, KTM), 377 pontos; 2. Gautier Paulin (FRA, Kawasaki), 321 p.; 3. Clement Desalle (BEL, Suzuki), 309 p.; 4. Ken de Dycker (BEL, KTM), 277 p.; 5. Kevin Strijbos (BEL, Suzuki), 243 p.; 6. Tommy Searle (GBR, Kawasaki), 239 p.; 7. Maximilian Nagl (GER, Honda), 190 p.; 8. Jeremy Van Horebeek (BEL, Kawasaki), 171 p.; 9. Rui Gonçalves (POR, KTM), 168 p.; 10. David Philippaerts (ITA, Honda), 145 p.












