As histórias do Circuito do Estoril são milhentas – e dariam um livro. Em especial, as que não se podem contar. Todas elas vividas no Circuito do Estoril, neste caso, por Domingos Piedade.
Em 1985, integrada no programa do GP de Portugal de F1, houve uma corrida reservada a convidados, com os Alfa Romeo 75. Entre eles, Domingos Piedade – que só soube da coisa quando aterrou em Lisboa e disso foi informado pelo malogrado César Torres.
“Eu encolhi os ombros, fiz os treinos e, no arranque, mal chego lá abaixo à travagem, vejo passar por mim, todo de lado, um dos carros, com o nome ‘Ana Wilson’ escrito no vidro. Pensei: “Bolas! Se ‘esta’ conduz assim, o que será dos outros! Estou tramado!’
O carro alargou a trajetória, eu voltei a passá-lo mas, na curva 2, tornou a passar-me, com uma alma que nem dá para imaginar.
Foi então que vi que estavam duas pessoas no carro e não apenas o condutor; e uma delas, a que ia no banco do passageiro, desatou a fazer-me ‘dedinhos’! Reconheci então o Bernie [Ecclestone], que ria que nem um desalmado. Nunca mais vi esse carro e, no final da prova, que ganhei, disseram-me que quem estava ao volante era o Michele Alboreto!”











