Na semana passada, Mosley havia reagido às primeiras ameaças da equipa italiana (de que deixaria a F1) dizendo que a “Fórmula 1 poderia sobreviver sem a Ferrari”, e após a reunião de ontem, o presidente da FIA voltou a reforçar essa posição.
“Essa ideia de que eles são indispensáveis é ridícula. É um pouco como o pobre [Ayrton] Senna. Ele era o piloto mais importante em 1994 mas quando morreu de forma trágica, a Fórmula 1 continuou”, afirmou o britânico, oferecendo mais alguns exemplos de alturas em que a modalidade teve de seguir em frente: “A Lotus também era muito importante em tempos, assim como a Brabham”, observou.
Depois, virou agulhas para Stefano Domenicali, afirmando que soube antes do italiano que a Ferrari iria entrar com uma acção legal em tribunal, tendo recebido uma mensagem SMS durante a dar-lhe conhecimento da situação, algo que terá deixado o director da Scuderia Ferrari “embaraçado”, pois não estaria a par.
“Achei que foi algo bastante original mandar um director de equipa sem o informar das suas intenções. Penso que ele ficou ligeiramente embaraçado”, afirmou.
Quanto às regras para 2010 e a possibilidade de algumas equipas abandonarem, Mosley voltou a dizer que isso não acontecerá, afirmando mesmo que a ameaça de os construtores partirem e formarem outra competição paralela é menor agora do que era em 2005: “Penso que as hipóteses de uma debandada são menores desta vez. Afinal de contas, estamos a dar-lhes uma hipótese de competirem gastando menos dinheiro”.











