Apesar dos avisos dos engenheiros das equipas de F1 e dos próprios pilotos, bastou uma sessão de qualificação para se perceber que a ideia de tentar aumentar o espetáculo com um novo formato de qualificação não resultou. As coisas até nem correram mal na Q1 e Q2, pois muito rapidamente pilotos foram ficando pelo caminho, mas o que se viu na Q3 foi mau demais para ser verdade e por isso os responsáveis das equipas de F1 vão amanhã reunir de emergência para decidir o que fazer já para o Grande Prémio do Bahrein de F1.
As equipas estão descontentes, Bernie Ecclestone também, portanto, quase de certeza algo vai mudar novamente pois o que se assistiu não deixou dúvidas a ninguém. O único ponto positivo desta questão é que finalmente se estão a falar de mudanças para melhorar o espetáculo, portanto assumir que algo não está bem e é preciso mudar já é positivo, agora o que não se compreende é a forma como se decidem estas coisas, pois se houve – e sabe-se que houve – muita gente a avisar para o que aí vinha, quem tomou a decisão de não ouvir ou, mais grave, não querer ouvir, causou um grande dano à imagem da F1. Mais um…
Para Toto Wolff, patrão da Mercedes, “Há vontade de mudar as coisas, ninguém quis tornar pior o espetáculo de propósito, a ideia base até parecia funcionar em teoria, mas o diabo está nos detalhes e na prática viu-se que houve períodos mortos…” disse Wolf. Ironicamente, o “período morto” a que se refere Wolf foi precisamente o que há muitos anos é o ponto alto de qualquer qualificação, os seus derradeiros momentos e o que se assistiu foi uma autêntica “tragédia grega”. Foi mesmo mau demais para ser verdade. Provavelmente, e tal como Toto Wolf já revelou “se calhar temos que voltar ao sistema anterior, é o que está nos regulamentos publicados pela FIA…”











