Nico Hülkenberg apresentou a sua versão do acidente na primeira curva da corrida Sprint do Grande Prémio dos Estados Unidos, que resultou no abandono imediato dos dois McLaren de Lando Norris e Oscar Piastri. O piloto alemão da Sauber afirmou que ficou sem espaço para evitar o contacto, depois de se ver entre o McLaren de Piastri e o Aston Martin de Fernando Alonso.
O incidente ocorreu logo na largada, quando Hülkenberg tocou em Piastri, que por sua vez foi projetado contra o carro do colega de equipa, eliminando ambos da corrida. Inicialmente, o diretor-executivo da McLaren, Zak Brown, atribuiu a culpa ao piloto alemão, acusando-o de “condução amadora”.
“Foi terrível”, disse Brown à Sky Sports F1. “Nenhum dos nossos pilotos tem culpa. Um momento de pilotagem amadora. Alguns pilotos lá na frente atingiram os nossos dois pilotos. Quero ver a repetição novamente, mas claramente o Nico bateu no Oscar e não deveria estar onde estava.”
No entanto, após rever as imagens, Brown voltou atrás na sua posição inicial.
“Revi, acho que mudei de opinião. Não posso culpar o Nico por isso”, admitiu Brown à Sky Sports F1. “No calor do momento, obviamente fiquei bastante incomodado com o que vi ali, muitos incidentes na Curva 1. Mas não acho que a culpa seja do Nico.”
“Hulk” defende-se
O piloto da Sauber defendeu-se, explicando que tentou evitar Alonso, que vinha pelo interior, e que o contacto com Piastri foi inevitável dada a falta de espaço e visibilidade. Hülkenberg lamentou o desfecho, sublinhando que o seu carro tinha potencial para somar pontos.
“Não tinha para onde ir. O Fernando [Alonso] vinha por dentro, eu sabia que ele estava a tentar passar por ali, mas não conseguia vê-lo. Tentei deixar espaço, e o Oscar virou de forma súbita e agressiva. Foi um azar para todos”, explicou Hülkenberg.
Ao saber que Zak Brown tinha revisto a sua posição, o alemão reagiu com ironia:
“Ainda bem. Estamos todos de acordo, então.”“É frustrante e desapontante, porque o carro estava forte e poderíamos ter feito pontos. Estou confiante de que tínhamos ritmo para isso, mas… ficou no ‘podia ter sido’.”











