GP do México F1: Dez lições
A justiça da vitória de Max Verstappen no GP do México é inquestionável e, apesar de uma corrida algo sem sal, vimos vários apontamentos dignos de nota. Eis as dez lições do GP do México:
Red Bull e Max Verstappen estão imparáveis
Piloto e carro fazem uma dupla muito forte capaz de bater recordes, como se tem visto. Uma época que não começou da melhor forma, transformou-se num ano em que Red Bull ganha tudo e Max Verstappen consolida o seu lugar na história do mundial de Fórmula 1.
Parece que neste momento, apenas um azar é capaz de tirar das mãos a vitória nas corridas que restam.
Mercedes tem alguma vantagem sobre a Ferrari
Um carro que “nasceu” bem e outro que nem por isso. O Ferrari F1-75 parecia ser capaz de grandes resultados para a Scuderia e já o W13 apresentava uma forte inclinação para as oscilações verticais. Tudo mudou e a Ferrari em vez de encurtar a diferença para a Red Bull, ou seja em vez de competir por vitórias, tem agora os dois pilotos da Mercedes a terminarem à frente de Charles Leclerc e Carlos Sainz. No México foi evidente a falta de ritmo e foram meros espectadores do que faziam Verstappen/Pérez e Hamilton/Russell.
George Russell continua a “tremer” na fase final da época
No seu ano de estreia, os resultados de George Russell colocaram em causa a continuidade de Lewis Hamilton na Fórmula 1. No entanto, nas últimas provas o jovem da Mercedes tem sido batido pelo piloto mais experiente e as suas voltas inaugurais marcam o resto da sua corrida. Em Austin ainda conseguiu fazer um bom último stint, mas na Cidade do México foi incapaz, também devido à escolha de pneus, e nunca esteve perto sequer do pódio.
Russell não ficou muito satisfeito com o “chega para lá” do seu companheiro de equipa na primeira volta do GP do México, mas a Fórmula 1 é assim, o primeiro adversário é sempre o companheiro de equipa.
Estrategas da Mercedes falharam
Não costumam, mas desta vez a estratégia falhou na Mercedes. Foram cautelosos nas suas escolhas e otimistas quanto à degradação dos pneus médios nos Red Bull. Falharam.
O mais interessante foi a tentativa de “converter” os dois pilotos, ambos pensavam que os pneus duros não tinham sido a melhor escolha, mesmo quando evidente que estavam a perder terreno para a Red Bull.
Fiabilidade é o principal adversário da Alpine
Podem ter vantagem sobre a McLaren com um carro mais rápido, como afirmou Alan Permane antes da corrida do GP do México, mas o A522 tem um calcanhar de Aquiles. É pouco fiável, enquanto o MCL36 da equipa de Woking parece mais um relógio suíço.
Este será o maior desafio a ser ultrapassado pela Alpine até ao final da época se quiserem manter o quarto lugar do campeonato de construtores.
Aston Martin não se deu bem com altitude do circuito
Depois de 26 pontos em três corridas, um redondo zero no final da prova do México. O AMR 22 não se deu bem com ares do México e a queda na performance foi acentuada. Nem Lance Stroll (grande arranque) nem Sebastian Vettel conseguiram contrariar a falta de ritmo do carro, numa corrida para esquecer.
Daniel Ricciardo de volta às boas exibições
Depois do bom quinto lugar em Singapura, seguiram-se duas corridas fora dos pontos e agora mais uma boa exibição no México. Nem a penalização de dez segundos tirou Ricciardo do sétimo posto, numa exibição na raça, com crer e vontade, algo que não temos visto por parte do australiano. Este Ricciardo tinha lugar na McLaren por muito tempo. Mas este Ricciardo só apareceu de vez em quando nesta passagem pela equipa de Woking.
GP do México foi ameno em pista e quente nas bancadas
A Fiesta mexicana é uma das melhores do ano. A organização do evento coloca sempre muita cor nas festividades e nas bancadas a paixão do público é evidente. Houve momentos em que se exagerou, com os pilotos a queixarem-se de serem constantemente rodeados de pessoas (o que durante quatro dias é certamente esgotante) mas fica a nota extremamente positiva de mais uma passagem pelo México, que conquistou o seu lugar no calendário até 2025 (contrato recentemente renovado) graças à grande festa que organiza.
Haas sofreu bastante
Nove corridas, apenas dois pontos conquistados. Foi no fim de semana passado no GP dos EUA, com a grande prestação de Kevin Magnussen. Na cidade do México voltamos à mesma Haas com poucos argumentos. É preciso mais para que esta equipa ganhe força e solidez a todos os níveis.
Comentários inflamatórios não fazem bem à F1
Depois de uma época 2021 polémica, mas emotiva, 2022 manteve o mesmo nível de polémica, sem a emoção à mistura. Isto faz com que a polémica ganhe mais palco do que devia. A FIA tem feito pouco para evitar esta situação, tal como a F1 e as suas equipas. Sabemos que os jogos políticos irão exigir sempre um certo grau de polémica, mas a F1 precisa de um pouco mais de paz, para que o ambiente não se torne demasiado tóxico. Não pedimos que as polémicas acabem, algo impossível de acontecer, mas é preciso que quem manda, mande bem. O discurso inflamado passa para fora e as redes sociais amplificam a polémica e o ódio, criando-se um cocktail em que os mais desequilibrados perdem a estribeiras e estragam o que é belo. É preciso que todos defendam a sua dama, mas que não se esqueçam que se remarem para o mesmo lado, o desporto floresce. Se não o fizerem o futuro da competição pode ser menos risonho.
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1 Novembro, 2022 at 0:11
11ª: para os que disseram que Ocon não teve carro em Austin e que o novo fundo do carro o poderia ter prejudicado…tirem as vossas conclusões!