Já demos conta anteriormente que Pat Symonds e Ross Brawn vão deixar as suas funções dentro da Fórmula 1 este ano. São os principais responsáveis pela alteração regulamentar que veremos em prática na nova época, mas o grupo técnico reunido por Symonds a pedido de Brawn deverá manter-se, passando a ser liderado pela FIA e não pela Liberty Media.
Segundo a edição italiana do Motorsport.com, a FIA quer manter o grupo constituído por seis engenheiros aerodinâmicos (todos com grande experiência na Fórmula 1) e para isso, está disposta a abrir um espaço em Inglaterra para que os membros não tenham que se mudar para Genebra ou Paris e deverão ter em Nikolas Tombazis, diretor técnico da FIA, o seu novo líder.
E por que passa a FIA a controlar este grupo? A Comissão Europeia aconselhou a separação do processo de elaboração de regulamentos da organização e promoção. O grupo técnico foi formado pela Liberty Media, que detém os direitos comerciais, mas é a FIA que tem o poder de regulamentar. No entanto, a equipa composta por cerca de dez pessoas, que lançaram as bases sobre as quais os representantes das equipas e FIA posteriormente as aprovaram nas reuniões do Grupo de Estratégia e da Comissão F1, foi vista por alguns como uma necessidade, que preencheu uma lacuna deixada anteriormente pela Federação Internacional, que seria lenta na tomada de decisões como esta.
Ainda segundo o Motorsport.com, há algumas dúvidas que a FIA consiga manter o grupo de engenheiros a trabalhar no mesmo modelo ágil como fizeram sob a liderança de Symonds e o modelo antigo pode regressar, ou seja a discussão de ideias no seio do Grupo de Estratégia e Comissão da F1, sem um estudo preliminar.











