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Dakar, Miguel Barbosa: prova condicionada pelo problema mecânico do 1º dia | AutoSport

Dakar, Miguel Barbosa: prova condicionada pelo problema mecânico do 1º dia

Por a 8 Janeiro 2022 17:27

Miguel Barbosa e Pedro Velosa (Toyota Hilux Overdrive) chegaram ao final da sexta etapa no 37º lugar da geral, uma posição totalmente condicionada pelos problemas ocorridos logo na na primeira etapa. Tudo começou com um furo, a que se seguiu uma transmissão traseira partida, facto que como se calcula condicionou fortemente a passagem das dunas, pois não havendo tração atrás e com o carro ‘assente’ na areia, tornou-se muito difícil de lá sair.
A dupla atascou várias vezes, e apesar do tempo perdido (2h28m59s) chegaram ao fim.
Só que os problemas apenas começavam aí pois o atraso significava que teria de partir da causa do pelotão com tudo o que isso implica numa prova como o Dakar: tiveram que ultrapassar os camiões, e se isso não bastasse, os pisos ficam bem mais complicados com a passagem desses ‘monstros’, o que é tornar ainda mais difícil o que só por si é já muito complicado. Resultado: desde a segunda etapa, as classificações em etapas foram sempre melhorando, 47, 43, 42, até à etapa 6 em que dois furos os atiraram novamente para o 52º lugar. Com tudo isto, 37º posto foi o melhor que se conseguiu: “Foi um primeiro dia péssimo. Tivemos problemas de transmissão, ficamos sem tração. Também tivemos um furo logo ao quilómetro sete. Sem tração acabamos por nos enterrar a meio da especial e demorámos muito tempo a conseguir sair. Foi muito difícil” começou por explicar Miguel Barbosa: “Tudo isto vai comprometer os próximos dias”, disse na altura.
E assim foi, partindo atrás de 218 carros e camiões, para além de todas as motos e quads, o piloto encontrou a pista totalmente destruída e zonas onde era absolutamente impossível ultrapassar: “O melhor desta etapa foi que a concluímos, não tivemos problemas e não nos enterramos nenhuma vez. Tirando isso encontrámos uma pista totalmente destruída. Nas zonas mais complicadas os concorrentes que se aglomeravam impediam-nos de tentar qualquer tipo de ultrapassagem e não nos restava outra solução senão esperar que eles conseguissem sair dali”.
Na etapa 2, mais problemas: “Demos-nos bem nas dunas, mas não conseguimos recuperar de forma significativa. O Pedro fez uma boa navegação, mas não foi a etapa que nós queríamos”.
Na etapa 3 o piloto não estava a 100% em termos físicos: “Estive doente com dores de cabeça e dores no corpo, não tem sido nada fácil. O andamento estava muito forte e estavamos um pouco verdes em algumas coisas”.
Na etapa 4 as coisas começaram a melhorar, pois conseguiram subir mais cinco posições: “Foi uma etapa difícil, muito rápida, com muitas ratoeiras. Houve alguns acidentes, muita gente parada. Foi muito importante chegar ao final do dia”. No dia seguinte, a 5ª etapa fez-se sem percalços: “satisfeitos com esse dia, foi uma especial limpa. Havia muita pedra, tivemos dois furos”. Na etapa 6 “Foi uma etapa rápida, com muita, muita pedra. Furámos duas vezes. Mesmo com pézinhos de lã, é fácil furar. Parámos também para ajudar o piloto chinês da nossa equipa que capotou. Estamos a meio da prova, estamos satisfeitos por aqui estar. O carro está ok e não tivemos problemas. Agora é tempo de fazer reset ao carro e ver o que podemos melhorar para a segunda semana”, referiu o piloto do BP Ultimate Vodafone Team à chegada a Riyadh, capital da Arábia Saudita no final da sexta etapa.

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