A qualidade dos pilotos na Fórmula 1 é cada vez maior, diz Fernando Alonso e nós concordamos. No entanto, a grande maioria dos pilotos não têm hipóteses de conquistar um pódio durante a época, isto porque existem grandes diferenças de desempenho entre os carros, segundo o experiente piloto.
“O que temos de abordar, e provavelmente no próximo ano é o primeiro passo, é a diferença entre carros. Agora, quem tiver a sorte de conduzir um carro competitivo, a única luta que pode ter é com o colega de equipa, não com outra equipa, e terminará no pódio em 95 por cento das corridas que fizer no ano. Não importa se o piloto tem 19 anos e é a época de estreia, ou se tem 45 anos e é o mais velho. Estará 95 por cento das vezes no pódio. E isso é algo que precisamos de abordar. Precisamos que seja um pouco mais equilibrado, para que qualquer pessoa possa um dia ter inspiração para lutar por pódios. De momento, isso não é possível”.
A questão levantada por Alonso não é nova, mas é um tema sensível. Como é que se equilibra o pelotão? Ainda não se sentem muito os efeitos da imposição de um limite orçamental, mas num futuro próximo isso vai-se sentir. Sente-se bem é a limitação de testes e horas no túnel de vento. Qual seria o próximo passo? Uma espécie de Balance of Performance? Não é fácil chegar ao patamar que Alonso descreveu, aliás nunca o foi.











