Valtteri Bottas ilustrou bem a grande diferença no êxito de conseguir gerar temperaturas nos pneus ou não. Terminou em 14º depois de ter feito seis piões. E trazemos a questão das temperaturas porquê? Porque cada vez que fazia um pião, os pneus perdiam temperatura quase instantaneamente, e depois o finlandês tinha que repor essa mesma temperatura, e precisava de várias voltas para isso.
Somando tudo, Bottas passou 49 das 58 voltas da corrida a tentar meter temperatura nos pneus pois tinha que começar do zero cada vez que fazia um pião. Na última volta, com pneus à temperatura ideal, mesmo se desgastados, fez a segunda melhor volta da corrida.
Foi essa a diferença entre pneus demasiado frios ou à temperatura ideal: “Foi uma longa corrida. Um dia muito longo. Da primeira volta em diante tudo correu mal. Não sei quem era, mas alguém fez pião à minha frente na primeira curva e tive que evitar, mas acabei também por fazer um pião. Depois tive o toque na Curva 9 e o carro não foi mais o mesmo. Esforcei-me para me manter em pista, o volante estava torto e faltava uma peça na asa dianteira. Foi apenas sobreviver a partir daí, não era bom. Parabéns ao Lewis também. Ele merece totalmente este título: foi o melhor de todos nós durante este ano, e sete títulos são uma conquista muito impressionante”.












