Rúben Rodrigues (Toyota GR Yaris Rally2) realizou uma prova de elevado nível competitivo na Madeira, confirmando totalmente as suas credenciais para o título nacional de ralis, ao terminar na quinta posição da classificação geral absoluta e no segundo lugar do Campeonato de Portugal de Ralis. Apesar de ter sido severamente condicionado por problemas técnicos de natureza eletrónica ao longo de várias classificativas – a vávula pop off do turbo ‘fartou-se’ de abrir – o piloto açoriano assegurou um excelente resultado e uma posição de conforto nas contas do campeonato, mantendo-se na liderança isolada.
A trajetória do piloto caracterizou-se por uma forte combatividade, logo na PEC1, Rúben Rodrigues posicionou-se no top 10 inicial e entre os melhores classificados do campeonato nacional. Contudo, na PEC4, começou a queixar-se de uma forte incidência da válvula pop-off, que abriu repetidamente e limitou a disponibilidade de potência do motor.
O piloto manteve-se no topo da tabela do CPR na PEC6, debatendo-se persistentemente com falhas de rendimento mecânico, e ocupou o quarto posto da geral na PEC10, sentindo a aproximação de Miguel Caires nas posições intercalares. Na PEC12, cedeu temporariamente a quarta posição da geral para Miguel Caires na sequência de uma troca por margens mínimas, acabando por concluir o rali num muito positivo quinto lugar absoluto na PEC13.
No rescaldo da prova, o piloto evidenciou as dificuldades técnicas sentidas com a eletrónica: “Sim, esse foi um problema que nos afetou ao longo do dia de hoje, todo o dia […] a válvula não nos deixa realmente em paz.”

Apesar dos contratempos, Rúben Rodrigues sublinhou o balanço global muito positivo e a competitividade demonstrada face a adversários mais experientes: “Fico contente por um lado, porque é a segunda vez que faço o Rali da Madeira e estar a lutar contra pilotos muito mais experientes […] com profundo conhecimento e andar a este nível, para mim deixa-me feliz e confortável.”
O açoriano reforçou a satisfação com o resultado obtido e o trabalho desenvolvido pela equipa: “Tenho que estar muito contente pelo que fiz aqui, porque a minha equipa fez, trabalhei imenso nesse carro e demos tudo. Mas realmente o carro não ajudou. Nós fizemos um rali quase sempre condicionado por problemas.
Não sei o que é que se passou. Foi já com alguma sorte que chegamos ao fim. Por isso, estou muito feliz, pelo o resultado que obtivemos aqui. Mostramos a nossa velocidade, a nossa consistência. O quinto lugar, segundo para o CPR, foi muito bom. É uma excelente operação. Penso que estamos no caminho certo e agora há que trabalhar para voltar a focar-nos naquilo que é o nosso objetivo, que é em cada prova sermos mais competitivos possíveis.
Saio daqui realmente feliz, muito contente pelo trabalho que voltamos a realizar, quer de notas, levantamento, na leitura de terreno. Penso que foi muito bom e muito assertivo para nós. O Rali da Madeira é sempre um desafio, uma prova muito exigente, um desafio para qualquer piloto, qualquer equipa.”








